Já faz um tempo que essa deusa veio de outro planeta para encher nossas vidas de amor e esperança. Florence Welch nos leva a uma viagem transcendental por um universo cheio de elementos mágicos e sensoriais.

Quando escutamos algumas canções da banda Florence and the Machine, nos sentimos desconectados do mundo. É como se estivéssemos indo de encontro a nossa alma e entrando em comunhão com o divino. Algumas músicas mexem com nossos sentidos como: ''Cosmic Love'', ''Never Let Me Go'' e ''Shake it Out''. Em cada uma delas vemos um conflito entre o amor e o ódio, dois seres perdidos na escuridão de seus corações. E a segunda nos remete a uma deixa, como um adeus que estamos dando a alguém que não queremos deixar.

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Sua estética renova-se a cada novo trabalho apresentado. Uma combinação que casa de uma forma espiritual com sua potente voz, algumas vezes suave e ao mesmo tempo cortando o vazio deixado por uma nota solta no ar. Há momentos na vida que temos de passar por provações e redenções, estamos à procura de um caminho que não conhecemos. E nesse percurso estamos abertos ao bem e ao mal, à cura e à dor, destino incerto que nos espera mais à frente.

É assim que Florence Welch nos conduz para esse mundo misterioso, onde somente aqueles que podem ouvir com sua alma, é que são capazes de expressar o que sentem. Alguns trabalhos recentes deixaram essa sensação, como no álbum How Big, How Blue, How Beautiful (2015). Inspirado na épica poesia A Divina Comédia de Dante Alighieri. O homem que passou por três estágios entre eles: Inferno, Purgatório e Paraíso, colocando sua experiência em um poema surpreendente e inspirador.

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Servindo de base para alguns renascentistas como Sandro Botticelli, o ilustrador francês Gustave Doré e o surrealista Salvador Dalí.

Entre esses projetos estão The Odissey, divido entre esses três estágios de Dante. Canções profundas e cheias de sentimentos corrompidos como em: ''St Jude'', ''Long & Lost'', ''How Big, How Blue, How Beautiful'', ''What Kind of Man'', ''Queen of Peace'', ''Ship to Wreck'', ''Third Eye'', ''Mother'' e ''Various Storms & Saints''.

Canções que nos levam a essa viagem transcendental, para fora dessa correria do dia a dia, cheio de conflitos e problemas com soluções em longo prazo. Florence and the Machine é um divisor de águas, autêntico e com uma perfeição sonora entrando em erupção no meio desse cenário desgastado da música pop.

Ainda assim, podemos ver que a #Música, videoclipe, e a imagem de uma banda nunca são superficiais. E sim, com muitos significados e reflexões para os amantes e exploradores da música. #Florenceandthemachine