O #Brasil vive a pior recessão da história. São dois anos seguidos de retração do PIB (Produto Interno Bruto - soma de todos bens e serviços produzidos no pais): 2015, com 3,8% e 2016, com 3,6%. É a pior recessão desde 1948, segundo o IBGE, quando começou a série histórica. Não existe um fator único responsável por essa #Crise financeira. Os principais fatores são má gestão dos recursos públicos, corrupção e funcionalismo público brasileiro.

Com toda essa crise enfrentada pelo país, desde escândalos de corrupção, Lava Jato, Carne Fraca, desperdício de recursos públicos em obras inacabadas ou até mesmo obras prontas que nunca foram entregues pelo simples fato de não existir a necessidade ou viabilidade daquele empreendimento, utilizado apenas para desvio da verba destinada a sua construção.

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Em uma época em que o brasileiro enfrenta uma taxa de 13,7% de desemprego, com mais de 14,2 milhões de brasileiros sem trabalho formal, o que vem chamando, e muito, a atenção do trabalhador são os salários recebidos por servidores públicos de diversos órgãos governamentais.

"Além das aposentadorias e pensões nababescas, no Brasil dos privilégios, chama a atenção os supersalários pagos a integrantes do Legislativo, Executivo e Judiciário. O salário médio dos 18 mil magistrados do País já é bastante generoso e se sobrepõe ao teto constitucional de R$ 33.763 estabelecido para funcionalismo público: R$ 46 mil. Ou seja, é irregular. Mesmo assim, há desembargadores que recebem mais de R$ 200 mil num único mês." afirma Ary Filgueira, em publicação veiculada pela revista Isto É.

Os brasileiros aguardam com apreensão as mudanças previstas na #Reforma da Previdência Social , e na reforma trabalhista, onde a média salarial do brasileiro é de apenas 2,2 mil reais e mais de 60% da população vive com 1 ou menos de um salário mínimo.

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Encontramos casos esdrúxulos, como o do ex-presidente do Brasil José Sarney, que recebe uma tripla aposentadoria que lhe garante R$ 73 mil reais, muito além do teto constitucional. O ex-presidente acumula uma pensão no valor de R$ 30.471,11 mil como ex-governador do Maranhão, outra de R$ 14.278,69 mil, que recebe como servidor aposentado do Tribunal de Justiça maranhense, e mais R$ 29.036,18 mil como ex-senador. Mas casos como esse não são raros, infelizmente. Viúvas, filhas e até netas de servidores e militares recebem pensões vitalícias, em sua maioria o valor ganho é superior ao limite previsto em lei. São mais de 20 mil mulheres já identificadas pelo TCU, apenas no judiciário. Casos como esses causam um prejuízo de mais de 20 bilhões de reais aos cofres públicos.

Reforma da Previdência Social

A tão falada reforma da Previdência, se a aprovada, mudará para sempre a vida do trabalhador brasileiro. O relatório final da comissão da Reforma da Previdência fixa idade mínima para requerer aposentadoria - 65 anos para homens e 62 anos para mulheres - e acaba com a possibilidade de aposentadoria exclusivamente por tempo de serviço no INSS.

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Além disso, eleva o tempo mínimo de contribuição de 15 anos para 25 anos. Para conseguir a aposentadoria integral, serão necessários 40 anos de contribuição.

O valor inicial do benefício, após 25 anos de contribuição, será de 70% de todos os salários desde 1994. Haverá regras diferentes para os trabalhadores (INSS, servidor público, rural e regimes especiais). Trabalhadores poderão acumular aposentadoria e pensão, no limite de dois salários mínimos. O trabalhador terá a opção de optar pelo benefício de maior valor. Os militares ficarão de fora da reforma, pois será proposta uma reforma à parte para eles. Mas a pergunta que fica é: essa reforma será igualitária e acabará com essas regalias? Ou ela aumentará ainda mais a desigualdade enfrentada hoje no Brasil. Esperamos realmente que essa reforma venha para pôr fim a esse escárnio que se encontra a Previdência, onde o brasileiro trabalhador sempre leva a pior.