As políticas de saúde pública no Brasil garantem os direitos sexuais e reprodutivos das pessoas, assegurando que elas possam escolher sobre querer ou não ter filhos, se elas querem ou não ter relação sexual, o momento que desejam iniciar a vida sexual e sobre a liberdade das formas de se envolverem com seus/suas parceiros(as).

Porém, muitos usuários dos serviços de saúde encontram diferentes barreiras que impedem o exercício do direito sexual e reprodutivo, a começar pela preferência absoluta dos profissionais ao indicar majoritariamente a pílula anticoncepcional quando se procura um método contraceptivo.

Não podemos negar que a pílula anticoncepcional é um excelente método contraceptivo e que historicamente revolucionou a vida de muitas mulheres.

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Com o advento e utilização da pílula pelas mulheres, elas passaram a ter maior domínio e controle sobre sua reprodução, o que assegurou a elas o direito de escolher quando ter filhos. Além disso, a visão que se tinha da mulher apenas para a procriação foi perdendo espaço a partir da utilização da pílula pelas mulheres.

O questionamento não é sobre a pílula em si, mas sobre a variedade de métodos contraceptivos existentes e a recomendação profissional por apenas um método.

Garantia dos direitos sexuais e reprodutivos

Se analisarmos a proposta dos direitos sexuais e reprodutivos, o casal é quem deve escolher o método que mais se adapta a ele. A partir daí, o profissional de saúde vai apenas avaliar a escolha e orientá-lo sobre a forma de utilizá-lo.

As pessoas têm exercido esse direito eficazmente? Os profissionais de saúde colaboram para a decisão de escolha dos usuários ou os induzem ao método que melhor lhe convier?

Você conhece o DIU, o diafragma, o espermicida, a vasectomia, a laqueadura, os métodos comportamentais, os preservativos feminino e masculino? Se conhecer já é um grande passo para exercer seu direito sobre sexualidade e reprodução.

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Os direitos humanos fundamentais garantem diversos direitos, dentre eles o direito à vida, à alimentação, à saúde, à moradia, à educação, o direito ao afeto. Porém, às vezes, nos esquecemos de que a livre expressão da sexualidade também é um direito humano fundamental.

Para promover a vida em sociedade, sem discriminação de classe social, de cultura, de religião, de raça, de etnia, de orientação sexual é necessário que todos nós respeitemos os #Direitos Humanos. #gestação #anticoncepção