No dia 07 de abril, 59 mísseis de cruzeiro Tomahawk foram lançados a partir de dois destroyers dos Estados Unidos, que operavam ao largo da Costa da Síria. Esse ataque era alvo da base aérea de Shayrat, na Síria teve por objetivo “vingar” um suposto ataque sírio que teria sido realizado com o uso de armas químicas contra a cidade de Khan Sheikhoun que vitimou cerca de 90 civis.

De acordo com informações dos russos e dos norte-americanos, nenhum míssil Tomahawk foi interceptado na Síria.

Contudo, desde o ano de 2015 os russos têm se dedicado no reforço das defesas antiaéreas daquele País.

Tudo iniciou quando um Sukhoi SU-24 russo foi derrubado por um míssil disparado por um F-16 turco, em 24 de novembro de 2015.

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Nesse incidente, o SU-24 violou o espaço aéreo violou o espaço aéreo turco por exatos 2,2 km, o suficiente para que o F-16 turco disparasse os seus mísseis derrubando o aparelho russo.

O oficial do sistema de armas do SU-24 foi resgatado com vida, mas o piloto russo morreu.

Proteção do céu sírio

Primeiramente, é importante compreender como funciona um sistema de defesa antimíssil. Esses sistemas, no qual se inclui o S-400, são feitos para identificar ameaças vindas de cima, seja sob a forma de aviões inimigos ou de mísseis balísticos intercontinentais, os quais se aproximam do alvo a partir de altitudes muito elevadas. Mas alguns mísseis de cruzeiro, em especial Tomahawk norte-americano, são capazes de voar em baixa altitude. O Tomahawk vem equipado com câmeras especiais e com imagens gravadas na sua memória, que permitem ao míssil sobrevoar certas regiões a apenas 5m do solo.

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A essa altitude, não há sistema antiaéreo no #Mundo capaz de localizar a sua presença.

Além disso, o Tomahawk pode voar através de rotas pré-determinadas, seja por vales ou por cadeias montanhosas, justamente com o objetivo de evitar os radares dos sistemas antimísseis. Foi justamente isso que aconteceu no dia 7 de abril.

Sistema de defesa russo

A base aérea síria de Shayrat está coberta pelo sistema de defesa antiaérea S-400 russo, instalado na base de Latakia, no litoral norte da Síria.

Porém, devido ao caminho seguido pelos mísseis e pela baixa altitude de voo, foi impossível localizá-los e “travá-los” no alvo. Não é, assim, uma falha do S-400, mas uma constatação física quase óbvia, já que aeronaves voando muito baixo simplesmente não podem ser vistas e “travadas no alvo” por sistemas de defesa antiaérea.

Por exemplo, se um avião ou helicóptero voar muito baixo atrás de cadeias montanhosas simplesmente não poderão ser vistos e “travados no alvo” por sistemas de defesa antiaérea.

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Os Estados Unidos e o mundo todo sabem disso.

Por isso, a rota dos 59 mísseis Tomahawk foi criada, para que o sistema S-400 não consiga identificá-los.

Ocorre que o Presidente Donald Trump avisou Vladmir Putin com 2 horas de antecedência, o que leva a crer que Putin tenha decidido não interceptar os mísseis. É o que afirmam algumas fontes, que havia algum acordo entre os dois Presidentes, como se elas soubessem de coisas que mais ninguém no mundo soubesse!

Só que isso não faz sentido, pois que tipo de acordo seria esse? Putin simplesmente sairia desmoralizado, caso realmente tenha permitido que seu aliado fosse atacado por um país estrangeiro.

É realmente pouco provável imaginar uma conversa telefônica prévia entre Trump e Putin no sentido de boicotar a defesa da Síria.

Ora, o S-400 russo é um dos melhores (senão o melhor!) sistemas de defesa antiaérea contra aviões e mísseis balísticos, mas que não é tão efetivo contra mísseis de cruzeiro, que voam a baixas altitudes como o Tomahawk.

Depois disso, o Trump se manifestou dizendo que “não importa quem você seja ou qual é seu país e quantas armas você tenha, se ele quiser, vai te atacar” tornou-se uma mensagem que veio a calhar para a Coreia do Norte.

De acordo com o Pentágono, não se pretendia retirar totalmente a operação da base de Shayrat, mas apenas danificar e/ou destruir os aviões que operavam no local. Durante o ataque, cerca de 20 aparelhos aéreos sírios foram realmente destruídos ou danificados.

Já sobre a eficiência do ataque, como é de praxe no Governo Trump, os números variam muito. Os norte-americanos alegam que 59 mísseis atingiram a zona do alvo. De outro lado, os sírios afirmam que só 23 mísseis realmente alcançaram a base. #Guerra