Após mais um ataque terrorista, desta vez na Russia, fica clara a incapacidade dos serviços de inteligência dos países atacados de evitar atentados menos elaborados, como os que vem acontecendo atualmente, e isso tem um motivo: o inimigo mora ao lado, pode ser seu vizinho, seu colega de faculdade ou trabalho, não há como saber e a prova disso é que o autor do ataque em Londres e reivindicado pelo Estado Islâmico era britânico.

Terrorismo dentro da lei

Enquanto em muitos países islâmicos a prática de outras religiões não é bem vinda, na maioria dos países ocidentais ela é garantida por lei, mas é aí que mora o problema, os governos não tem nenhum controle sobre o que é pregado dentro de igrejas e mesquitas, um terreno fértil para extremistas religiosos, que usam esses locais protegidos pelo Estado para pregar suas ideologias extremistas e recrutar novos membros.

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Somado a isto, existe o fato de pessoas não recrutadas por células terroristas agirem por conta própria em nome da causa, ou em favor de seu deus, os chamados lobos solitários, geralmente novos convertidos e excluídos da sociedade que encontram nesses lugares acolhimento e aceitação. Na Europa, a política de fronteiras abertas entre os países membros dificulta ainda mais a prevenção desses atentados, isto porque um cidadão monitorado em seu país, suspeito de atividades terroristas, pode não estar nos radares da inteligência do país vizinho, foi o caso da França, que sofreu ataques cometidos por cidadãos do país vizinho, a Bélgica.

Liberdade x Extremismo

Há quem diga que atentados como os que ocorrem nos Estados Unidos e na Europa jamais acontecerão no Brasil, mas não é bem assim. O Brasil tem seus pequenos casos de extremismo religioso e vem aumentando a cada dia, como não são divulgados na imprensa (já que nenhuma bomba explodiu), passam despercebidos pela maioria.

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Quem não se lembra do caso de uma menina de 11 anos que levou uma pedrada na cabeça quando voltava de um culto de candomblé no Rio de janeiro, seus algozes eram dois homens de terno e gravata com bíblia embaixo do braço; há também o caso do massacre de Realengo, onde um homem invadiu uma escola e assassinou 12 crianças, coincidência ou não, o assassino tinha se convertido ao islã e frequentava uma mesquita. Esses dois casos talvez sejam os mais notórios, mas não são os únicos e o objetivo aqui não é dizer qual #Religião é melhor ou pior e sim, mostrar o que uma liberdade religiosa sem limites causa e vem causando na sociedade, colocando a todos em perigo. Talvez falte a compreensão de liberdade de crença, de vir acompanhada do dever de se respeitar a crença do outro e a importância do Estado (laico) em criar leis que coíbam as instituições religiosas de pregarem o que bem entendem. #Terrorismo #Mundo