Muitas pessoas diariamente dizem que o mundo é um local cada vez menos seguro para se viver e que a humanidade é a principal inimiga de sua própria continuidade decente no planeta. Outros já discordam dessa percepção tão fatalista e contundente da história humana através dos milênios, mas fato é que, a atenção mundial está concentrada ao longo das últimas horas no bombardeio que os Estados Unidos impuseram com poderosos mísseis disparados de seus navios no Mar Mediterrâneo contra uma base militar próxima a cidade síria de Homs e que o conflito naquele país do oriente Médio possa vir a envolver o confronto das grandes superpotências.

Muito provavelmente, nenhum dirigente político de relevância, independente do seu país de origem, ficou alheio a tecer comentários diversos sobre a real necessidade do ataque à Síria e da hipótese da mesma ter se utilizado de armas químicas contra a sua população civil, conforme o poder em Washington continua dizendo.

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Vale lembrar aos mais incautos, que os EUA usaram como principal pretexto para justificar a invasão bélica norte-americana no Iraque, a alegação de que esse último detinha um farto arsenal de armas químicas; sendo que, muitos anos após o conflito ou até os dias atuais, não foi encontrado um único exemplo sequer, desse tipo de armamento.

Sendo assim, aqui no Brasil, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em entrevista concedida no dia 7 de abril a uma rádio de Fortaleza, capital cearense, falou sobre qual é a sua leitura do que aconteceu na Síria. No que diz respeito à política internacional, #Lula quando foi presidente do Brasil, sempre defendeu declaradamente o regime do dirigente sírio Bashar al Assad.

“É preciso que a gente apure se a Síria usou armas químicas mesmo. A guerra do Iraque aconteceu porque os americanos afirmaram que o Saddam Hussein tinha armas químicas.

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Invadiram o Iraque, mataram o Saddam Hussein e até hoje não encontraram armas químicas”, explicou o desconfiado Lula acerca dos possíveis objetivos de #Donald Trump, presidente norte-americano, para ter autorizado o ataque unilateralmente via Casa Branca, não consultando sequer o Congresso.

Trump determinou que na quinta-feira, dia 6 de abril, fossem disparados 59 mísseis contra as instalações militares da força aérea síria de Assad, como uma forma de punição pela hipótese da utilização de armas químicas contra os civis no conflito da Síria, mas que para os EUA já é uma “verdade absoluta”, até porque nenhum grupo terrorista assumiu a autoria dos ataques. Justamente pela fragilidade das acusações, Lula disse que esperava mais “equilíbrio” por parte do dirigente dos Estados Unidos ou como o ex-sindicalista brasileiro literalmente falou: “não sei a que pretexto os americanos bombardearam a Síria. Parece que esse presidente é meio confuso”.

Na realidade, a maior confusão ainda pode estar por vir, pois a Rússia do presidente Putin é a maior aliada da Síria junto com o Irã e está empenhada no combate ao Daesh ou Estado Islâmico naquela parte do mundo e o ataque norte-americano de quinta-feira pode estimular o confronto das duas superpotências nucleares, isso sem contar com o risco da entrada de outras nações coadjuvantes, ampliando a crise, tais como: Israel, Turquia, Irã, entre outras.

Imagens do ataque de mísseis norte-americanos contra a Síria

#Conflito na Síria