No dia 9 de abril, teve início uma campanha nacional para conscientizar a sociedade de um grave problema que atinge os adolescentes: a #automutilação, que pode afetar até 20% dos jovens no Brasil. A ação social “Quebrando o Silêncio” foi promovida pelo programa Força Jovem Universal, da #Igreja Universal do Reino de Deus, que alertou mais de 100 mil pessoas em todos os estados e no Distrito Federal.

Um dos fatores que pode estar induzindo os jovens ao autoflagelo e ao suicídio é um jogo: o desafio da Baleia Azul (Blue Whale), que vem chamando a atenção das autoridades e famílias de todo mundo. No Brasil o problema ganhou repercussão depois da morte de uma adolescente de 16 anos, da cidade de Vila Rica (MT).

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O caso está sob investigação e a suspeita é que a garota morrido depois de participar do desafio online. Além deste, outros seis casos relacionados ao jogo são apurados pelas autoridades.

Na cidade de São Paulo, o evento aconteceu na Av. Paulista. Segundo o coordenador do evento, Renato Souza, o objetivo é levar apoio aos adolescentes que sofrem com este drama que, na maioria dos casos, são estigmatizados. “A automutilação é um problema que tem afetado muitos jovens. Porém não se ouve muito falar do assunto porque eles escondem pela vergonha ou medo de serem julgados. Os jovens que se agridem, fazem isso para aliviar uma dor causada por algum tipo de trauma”, explica Renato.

Mais de 2,5 mil pessoas participaram do ‘Quebrando o Silêncio’ em João Pessoa (PB). “Queremos mostrar para esses jovens que tentam a automutilação ou o suicídio que existe uma saída e nós estamos de braços abertos para recebê-los”, afirmou o coordenador da Força Jovem Universal do estado paraibano, Rui Alves.

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Entenda mais

A automutilação é definida como um comportamento agressivo e intencional com o objetivo de ferir o próprio corpo. É um problema silencioso que atinge jovens de todo o mundo.

No Brasil, o fenômeno virou uma questão de saúde pública, mas ainda não existem estatísticas oficiais. Contudo, todos os estudos internacionais indicam que até 20% dos jovens sofrem desse mal.

E.S., de 21 anos, passou a se automutilar dos 10 aos 16 anos de idade. A jovem passou a se agredir depois que viu o pai tentar atacar a mãe. E. chegou a se cortar e arrancar os cabelos. “Dava tapas na minha cara e socos no nariz, além de sempre puxar os cabelos. Se ainda assim eu não conseguisse dormir, eu colocava o dedo dentro dos olhos até arder, doer e me dar vontade de chorar”, conta a jovem.

Ana Paula (nome fictício), de 18 anos, também se automutilou. Ela começou a se agredir quando tinha 12 anos, depois que sofreu abuso sexual do padrasto. “Eu me cortava com qualquer coisa que eu achasse pela frente: tesoura, faca, brinco, caco de vidro e lâminas”, disse a garota.

Tanto E. S. como Ana Paula procuraram ajuda aos 16 anos. Elas passaram a participar do grupo Força Jovem Universal, da Igreja Universal, e lá elas conseguiram superar o problema. #Baleia Azul