Vive-se, atualmente, um dos maiores ataques perversos aos trabalhadores brasileiros. O Projeto de Lei 6.787/2016 pela reforma trabalhista proposto pelo governo Temer revela que o objetivo é corroer a CLT e fazer inexistir a proteção ao trabalho.

A intervenção do Estado tem sido fundamental para aprovar o projeto que é claro em defender os interesses capitalistas, desvalorizando, deste modo, a força de trabalho, e reduzindo-a às condições de trabalhos mais flexíveis no ponto de vista de sua regulação. Assim, o Estado mostra sua faceta, apoiando a classe burguesa e seus interesses para o desenvolvimento e ampliação do capital, enquanto aos trabalhadores é negado o direito de participação na construção do projeto e/ou a escuta de sua posição contrária à aprovação e implementação da reforma.

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Sabemos que a #reforma trabalhista sempre foi um dos alvos mais desejados para intervenção, porém sempre sofreu alterações mínimas devido as tensões sociais. Portanto, em tempos de crise, uma das medidas para o seu enfrentamento é a reforma trabalhista, que apontam para a penalização dos trabalhadores, implicando no desemprego, cortes de salários e contratos de trabalho mais flexíveis e instáveis.

Ontem (25/04), em comissão especial, o parecer apresentado pelo relator Rogério Marinho (PSDB-RN), depois de sofrer algumas modificações, foi aprovado por 27 votos a favor e 10 contra. Hoje (26/04), pela manhã iniciou a votação do texto da reforma trabalhista, porém antes da votação os deputados debatem entre si a proposta, devido a divisão de opiniões sobre a aprovação ou não da reforma. Prevê-se o início da votação da reforma trabalhista hoje (26/04).

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Para aumentar o número de votos e garantir a aprovação da reforma trabalhista, o Presidente Michel Temer chegou a exonerar, temporariamente, três ministros, que retornarão à função de deputados e poderão votar em favor da reforma. O Presidente Temer tem mostrado preocupação com a votação, pois a mesma também definirá a eficiência de seu governo a quem está à serviço, aos grandes proprietários.

Greve Geral dia 28 de abril

A Greve Geral dos trabalhadores e trabalhadoras de todo o Brasil está agendada para o dia 28 de abril de 2017. Os sindicatos dos trabalhadores em conjunto com os trabalhadores estão promovendo uma greve de repúdio as ações truculentas do atual governo Temer e seus aliados no Congresso Nacional.

Trabalhadores de todo o Brasil dizem não a reforma trabalhista (que está em votação), a terceirização (já aprovada) e a reforma previdenciária que ainda está sendo discutida e passará por votação. Todas essas reformas fazem parte de um ajuste fiscal para enfrentamento da crise econômica no país, uma herança de 13 anos de governo do PT, porém tem afetado perversamente o mundo do trabalho.

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Essas medidas têm sido percebidas pelos sindicatos e trabalhadores como uma marca futura de profundas transformações sociais, econômicas, políticas e culturais, implicando na pauperização da maioria da população e a precarização das condições de vida e de trabalho da maioria dos trabalhadores.

Diversas categorias profissionais já confirmaram que vão aderir à greve na sexta-feira (28/04) e prometem parar o Brasil e marcar a história brasileira na luta pelos direitos trabalhistas. #Política