Quando se fala em educação, a referência não se limita às matérias escolares. Obviamente é fundamental ter domínio da própria língua e, de preferência, mais alguma outra. Saber fazer cálculos, conhecer a história das civilizações, a geografia do planeta, a política, a filosofia e tantas outras áreas do conhecimento. Mas atrelada ao conhecimento, está a educação fundamental, que começa em casa, se estende para a escola e também para a sociedade. Esta é a parte que o planeta Terra precisa para sobreviver.

Segundo a ONU (Organização das Nações Unidas) já éramos 7 bilhões de terráqueos em 2016. Destes, 6 bilhões possuem telefones celulares, porém 2,5 bilhões não têm banheiros em suas residências.

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O acesso à tecnologia em relação às condições básicas de saúde é paradoxal.

Como esperar então que esta tão diversa população tenha consciência dos bens finitos do planeta como a energia e a água? Como e quem poderia fazer a diferença?

Analisando superficialmente, se poderia dizer que as populações de classes médias ou altas poderiam fazer a diferença, pois, considerando que têm mais acesso à educação de qualidade - tanto advinda dos pais, em melhores condições financeiras, quanto das melhores escolas. Poderia-se pensar que estas seriam então pessoas mais educadas.

No entanto, na prática não é o que acontece. Os exemplos estão por toda parte. O que se vê na realidade é uma geração, criada no século XXI, que não enxerga o outro. Presos ao "próprio umbigo", preocupados com suas necessidades, não são capazes de ver o que está em volta.

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"Selfie" é a palavra do momento, não por acaso.

Quando o bem é público, ou mesmo pertencente ao condomínio onde moram, o que não existe é consciência, ainda que tenham uma vaga ideia de que se pagam impostos, contas e taxas. Salvo raras exceções, a nova geração de adolescentes é incapaz de apagar a luz, fechar a torneira, recolher as fezes de animais, levar o próprio lixo ao local adequado, ou mesmo prestar atenção ao que acontece a sua volta.

Pode-se até pensar que o problema está na emissão de carbono por grandes indústrias, na poluição do trânsito das grandes cidades, no lixo tecnológico com destino incerto e mal resolvido. Pode-se atribuir o #Aquecimento Global e a extinção de espécies vegetais e animais à política de governos como o dos EUA ou da China. Mas o que realmente faria (e não faz) a diferença é o gesto individual, infelizmente a cada dia mais raro.

Quem serão os governantes, os políticos, os empresários do futuro? Quem fará a diferença e poderá reverter o sombrio prognóstico? #Terra