Títulos, rótulos e idolatria. São três palavras que definem o universo em torno de Madonna, que aos 58 anos não deixa a provocação de lado.

Há 27 anos surgia uma #Madonna mais revolucionária do que antes. Começo da década de 1990, a cantora estava na estrada com a Blond Ambition Tour. Espetáculo considerado inovador para os padrões dos grandes shows da época, trazendo o que ficaria conhecido como show teatral, e serviria como base no futuro para outros artistas.

Os temas explorados pela cantora eram a religião e a sexualidade. Vista como uma mulher com uma forte personalidade dentro e fora dos palcos, Madonna protesta sobre o que ela acredita, e sua inteligência não pode ser subestimada por ignorantes que não observam nas entrelinhas do seu trabalho.

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Os bastidores da turnê foram registrados para mais tarde tornar-se um documentário histórico intitulado Na Cama com Madonna. Nele era retratado a rotina agitada e a relação com as pessoas ao seu redor. Madonna deixa estampado para quem quiser ver seu gênio forte, o perfeccionismo com seu trabalho e a dominação sob o universo masculino.

Além de ser porta-voz das causas feministas, Madonna mudou todo um contexto e a visão das mulheres. Seu emponderamento é visto como ousado, exagerado e vulgar ao extremo. Talvez, esse cenário de orgia, fosse uma mensagem que não precisasse ser explicada e muito menos dita.

Madonna é uma mulher espirituosa, adepta da Cabala, religião que é formada pelo budismo e judaismo. Convicta de sua importância como ser humano e seu papel como cidadã em uma sociedade afundada na hipocrisia e injustiça, não se cala diante das autoridades governamentais e pessoas que querem intervir em sua militância.

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Seu trabalho filantrópico com famílias e crianças no Malawi, África Oriental, é uma prova de seu poder, força, amor e empatia.

Este ano, em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, Madonna lançou um filme intitulado Her-story. Esse curta-metragem aborda à luta das mulheres por liberdade, como fez no passado com outros temas relacionados ao racismo e questões de gênero.

Nele algumas mensagens são colocadas à posto para todos refletirem sobre os seus atos em relação aos direitos. Algumas passagens do curta mostram as frases: ''Devemos todos ser feministas'', ''Direitos das mulheres, são direitos humanos'' e ''Devemos amar uns aos outros ou morrer''.

Esse é o seu poder, o seu discurso e sua força de pensar como uma pessoa preocupada com o rumo que a sociedade está caminhando, porque sabemos que uma grande maioria está seguindo em direção a escuridão e não da paz que tanto se faz propaganda.