"Meu nome é Hannah, Hannah Baker”. Talvez não imagine que uma simples frase como esta pode fazer de um ser humano inteiro um completo caos. É só uma apresentação, só um nome! Mas o que faria se...

Você e ela estudam na mesma escola, começam a trabalhar juntos em um cinema, tem momentos incríveis sob a luz da lua, enfim, não consegue tirá-la da cabeça. "Somos muito amigos", você pensa, e na verdade é bem mais que isso, você está completamente apaixonado. Mas e amanhã, que tal dizer o sente para ela amanhã? Amanhã é um bom dia! Amanhã, meu caro amigo, é tarde demais!

Sua paixão, sim, aquela que você pensou em dizer amanhã o que sentia, acaba de cometer suicídio.

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Alguns dias depois que "a ficha cai" e você entende que não vai vê-la nunca mais, começa a assimilar isso de maneira muito dolorosa e finge para todos que vocês não eram tão próximos assim.

Quando a dor começa a ser coberta pela razão de impotência, pela certeza de não poder voltar atrás, você recebe uma fita cassete que dizem ser de sua amada. Como isso é possível? O que diz nessa fita ? Será que diminuirá o sentimento de vazio ou só vai multiplicá-lo em quantias infinitas?

Quantas perguntas se faria se isso acontecesse com você? O que você faria? Isso é exatamente o que está acontecendo com Clay Jensen na série "13 Reasons Why".

Por que isso deveria lhe interessar?

Se não te interessou até agora é porque ainda não entendeu que isso pode acontecer com qualquer pessoa que você ame. Sabe quantas pessoas escondem a dor atrás de um sorriso? Quero lhe confessar que muitas, talvez até você mesmo!

Se está se perguntando porque esta garota, Hannah Baker, cometeu #Suicídio, a causa é uma com várias vertentes.

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Hannah Baker não aguentava mais, estava cansada, esgotada de viver em mundo que comprime as pessoas, que mente, que sufoca, que te afunila até não se sentir mais vivo. Ela tentou sobreviver, tentou se manter em pé em meio a tempestade, e por que ela não conseguiu?

Se as pessoas em sua volta, seus colegas, alguns que se intitulavam de amigos tivessem outras atitudes, ela não se sentiria tão só, não estaria tão sozinha para enfrentar os seus próprios problemas. Hannah Baker em “13 Reasons Why" não tinha problemas grandes, você pensa. Mas como você pode medir o tamanho da dor de outra pessoa? Já inventaram um medidor para isto também?

E o que fazer?

Com a Hannah Baker, você não pode fazer absolutamente nada! Mas e tantas outras pessoas que se sentem como ela? Solitárias em um mundo tão conectado, tecnologicamente falando. A tecnologia diz unir as pessoas, mas esta mesma tecnologia espalha fofocas, e dissemina vergonha por mentes que se sentem tão cruéis a ponto de querer o mesmo mal que sentem no coração de outro ser humano.

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Que tal fazer um melhor uso das câmeras? Redes sociais? Palavras? Ações? Que de forma consciente ou não estão levando lentamente ao suicídio, suicídio mental, emocional e que não chegue a tanto, ao suicídio da carne.

Conte quantas vezes neste artigo aparece a palavra, você, suicídio, Hannah Baker e a palavra se, que caracteriza o que podia ter sido feito mas não foi. Bem, todas as vezes que estas palavras apareceram não chegam nem perto do ápice do problema, do tamanho do sofrer de alguém que se sente tão só em meio a multidão, do porque de uma série mexer tanto com a mente de todo mundo.

Enfim, tenha mais empatia e contribua menos para a dor do outro, o mundo pode ser melhor se você tentar! #13ReasonsWhy #HannahBaker