Quando os pais resolvem ter ou não filhos, normalmente, esse momento é antecedido por um planejamento que envolve a escolha dos métodos contraceptivos - preservativo, DIU, pílulas anticoncepcionais, diafragma, métodos comportamentais, dentre outros disponíveis.

O planejamento familiar não é utilizado apenas para evitar a gravidez; é também utilizado para os casais que querem engravidar. Através desse planejamento, os casais passam a analisar os momentos e estados fisiológicos da mulher mais prováveis para engravidar, como as características do muco (secreção) vaginal que determinam o período fértil, por exemplo.

Passado o planejamento bem sucedido para engravidar, acontece a gestação e, a partir desse momento, o casal começa a planejar o nascimento do bebê, iniciando pela escolha do pré-natalista e da unidade de saúde ou clínica que irá realizar o pré-natal.

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Mesmo com a turbulência de emoções, em especial da mãe durante a gravidez, é necessário estar atento ao desfecho da gestação: o parto.

Direitos da mulher parturiente

O parto é o momento que deve ser entendido como único para a mulher pelos profissionais de saúde envolvidos e, para tanto, é momento a ser respeitado de acordo com as escolhas da mulher e do casal.

Toda mulher tem o direito de conhecer previamente a maternidade, onde ocorrerá o parto e os recursos humanos e materiais que aquela instituição oferece. Tem enfermeiro obstetra, pediatra, médico obstetra, #doulas?

Toda mulher tem a liberdade de escolha do acompanhante durante o trabalho de parto e parto. Pode ser seu (sua) companheiro (a), sua mãe, sua irmã ou outra pessoa de sua escolha.

Toda mulher pode escolher a posição em que quer parir: sentada, de cócoras, semi-sentada, deitada, dentre outras.

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A posição deitada, muitas das vezes, recomendada por quem assiste ao parto, não favorece de maneira eficaz o nascimento do bebê. As posições semi-sentada, cócoras e sentada (no banquinho meia lua) são chamadas de posições verticais e são benéficas para a evolução do trabalho do parto, porque estão no sentido da força de gravidade (para baixo).

A toda mulher podem ser oferecidos os métodos não farmacológicos para alívio da dor. São métodos não farmacológicos para alivio da dor a massagem na região lombar, o uso de banhos de chuveiro e banheira mornos, uso da escada, a deambulação (caminhar), movimentos da pelve (bacia) com a bola. Os métodos de alívio da dor ainda auxiliam na condução favorável do trabalho de parto.

O uso de episiotomia (corte na vagina) sem indicações e critérios, a imposição de uma única posição para parir, a não oferta de métodos não farmacológicos para alívio da dor, a recusa de acompanhante pela maternidade podem ser considerados #violência obstétrica.

Após o nascimento, a mãe tem o direito de ter o contato pele a pele com seu bebê e amamentá-lo na primeira hora após o parto, não podendo ser afastada do seu filho - a não ser que tenha recomendações ou intercorrências que impeçam.

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Conhecendo todos esses direitos, a mulher pode confeccionar o seu plano de parto escrito e levar no dia do parto, informando as suas escolhas e seus desejos no momento de parir. O plano de parto deve ser respeitado pelos profissionais que a atenderem.

Os profissionais de saúde devem estar preparados para empoderar a mulher no parto normal, encorajando essa mulher como sujeito de ação do seu próprio parto. Os profissionais estão ali apenas para conduzir de maneira favorável o nascimento de um bebê saudável, mas quem faz o parto é a mulher. #direitos da mulher parturiente