Em 5 de agosto de 1962, Marilyn é encontrada morta em seu quarto. A pele roxa estava dando sinais de uma overdose ocasionada pela combinação de medicamentos antidepressivos e para dormir, conhecidos também como barbitúricos. Mas quem ou o que a matou?

Cerca de dois anos antes, Marilyn inicia uma terapia com um psicanalista renomado, professor da Universidade de Los Angeles, Dr. Ralph Greenson. Que já tinha tratado de outras personalidades famosas, mas nunca encontrou ninguém como ela.

Essa relação de autodependência dela para com ele foi intensa e sem controle. Ralph dedicou-se ao máximo para ajudá-la, mas infelizmente Marilyn estava à beira do abismo, pronta para se jogar e nunca mais voltar.

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A vida em Hollywood era superficial, e Marilyn não era feliz. Talvez ela nunca soube o que era felicidade de verdade. Uma vida sem a convivência da mãe, sendo adotada por algumas famílias, tendo que enfrentar os problemas internos de cada uma. Perdendo a inocência cedo demais, conhecendo o lado negro da vida e fazendo o que fosse possível para tornar-se uma estrela do cinema.

Enfim, ela consegue tudo aquilo que tanto almejava. Porém, não encontrou um amor verdadeiro que visse a grande mulher que era. A única coisa que ela queria era ser amada, assim como ser reconhecida como uma grande atriz. Na verdade, ela era uma atriz sensacional, mas só reconheceram isso depois que fechou os olhos para sempre.

Marilyn Monroe, nos dois últimos anos de sua vida, confessou ao Dr. Greenson as mais sombrias histórias que a cercavam desde o seu passado.

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Fatos ocorridos dos quais ela não conseguia se libertar, ainda mais existindo o peso e a cobrança de todos ao seu redor para com seu trabalho.

Depois de casamentos arruinados, abortos espontâneos e uma vida solitária e vazia, Marilyn envolveu-se com os Kennedy, sendo o brinquedinho sexual de John e Bob Kennedy. Mesmo a história vindo à tona na época, foi iludida e renegada por eles mais tarde. O que alterou drasticamente seu comportamento, interferindo nas filmagens daquele que seria seu último filme, Something's Got To Give (1962).

Meses antes de sua trágica e misteriosa morte, vendo o quão longe foi naquele tratamento, deixando seus outros pacientes para viver vinte e quatro horas dedicado a uma pessoa que estava prestes a por um fim em tudo, o Dr. Greenson corta todos os laços com ela. Para a decepção de Marilyn, que, mesmo estando infeliz, consegue um novo contrato com os estúdios Fox para a continuação de seu filme. Mas isso não ocorreu porque a estrela agora iria brilhar em outro lugar, longe das telas.

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Nunca se saberá quantas pessoas estiveram envolvidas na vida de Marilyn Monroe, quem eram as boas e más influências. O que se sabe apenas é que o destino foi injusto com ela, lhe deu beleza, fama, dinheiro. Mas não lhe deu o direito de amar e ser feliz.

Um documentário do canal GNT chamado Marilyn no divã está disponível na plataforma Youtube. O documentário é uma sequência de fatos que ocorrem antes e depois de seu suicídio, uma viagem pelo início de sua carreira, sua vida e a investigação de um repórter do Los Angeles Times sobre as fitas deixadas por ela, todas gravadas durante as sessões de psicanálise com o Dr. Ralph Greenson. #Opinião