Saber que existe divisão de classes no Brasil é fato, mas ao assistir ao longa-metragem “Expresso do Amanhã” não pude deixar de fazer a comparação com o filme, com a maneira em que são elaboradas e aplicadas políticas públicas para os vulneráveis no nosso país. Comparo o #trem à forma dos políticos pensarem o país, ao articularem a aprovação de leis e orçamentos. Ainda quando são votados no congresso, articulam parcerias partidárias para se ter um projeto que beneficie o interesse de uma minoria.

Pense comigo: não é algo incoerente o político, no qual nós confiamos a elaboração das nossas leis, aprová-las debaixo de um crivo de interesse de uma minoria rica? Há ainda o interesse desse mesmo político, que se não estiver satisfeito com o governante, não irá votar a favor de leis, mesmo sabendo que é para o bem do povo.

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Assim temos tantas leis importantes para o povo paralisadas, esquecidas e até mesmo rejeitadas por mero interesse político. O Brasil ainda não amadureceu politicamente. Vou ser sincero para meus leitores: não sei quando isso vai acontecer, pois ainda somos influenciados por uma mídia direcionada, que tem o interesse que sejamos submissos aos poderosos.

Você percebe isso na maneira em que o brasileiro se organiza, poucos se juntam com interesse no idealismo verdadeiro, quase sempre há uma segunda intenção de um político por trás de um movimento. Em uma caminhada contra isso ou aquilo sempre tem lá algum político se utilizando do movimento para seu benefício. Mesmo que não acredite naquele movimento, ele está ali.

Então, somos a tripulação da cauda do trem, como pudemos ver no filme, o povo que só descobriu que comia geleia de insetos à medida que foi invadindo os outros vagões do trem.

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No decorrer do filme se percebeu o que o autor queria mostrar a ditadura de um dono de trem, se utilizando da vida das pessoas miseráveis para que o trem não parasse. Outros pagavam para que uns tivessem privilégios.

A parte que me fez pensar mais sobre o poder de uma política de continuísmo foi quando se descobriu que o melhor amigo do revolucionário do filme era sócio do dono do trem e passava todas as informações para os poderosos. Foi decepcionante para o revolucionário, e eu pensei: é o retrato de movimentos de pessoas que lutam por seus direitos e tem sempre alguém lutando contra o próprio grupo dentro do grupo.

Para mim, quando o filme traz o debate da distribuição de renda, exploração do trabalho infantil, preconceito racial e de classes, ele nos leva à reflexão profunda de que devemos lutar e acreditar que podemos mudar o rumo da humanidade, podemos sim parar o trem da #injustiça e mentiras que se movimenta com o carvão do nosso suor e dos nossos sonhos.

Podemos começar a mudar o quadro, colocando gente que de fato tenha a visão e a paixão de mudar a nossa realidade municipal, mesmo que lhe custe o próprio mandato. #pobre