Na quarta feira (10), alguns cineastas retiraram seus filmes da programação do festival do Cine PE, programado para ir do dia 23 a 29 de maio, dizendo ser um #Protesto contra "discurso partidário alinhado à direita", sublinhando como um dos exemplos o documentário "Jardim das aflições", do filósofo Olavo de Carvalho. Acentuando que o diálogo com a "direita conservadora" não é possível — só há diálogo entre esquerdistas.

Segue um trecho da nota sobre a retirada dos filmes da programação do Cine PE:

"Constatamos que a escolha de alguns filmes para esta edição favorece um discurso partidário alinhado à direita conservadora e grupos que compactuaram e financiaram o golpe ao Estado democrático de direito ocorrido no Brasil em 2016 "

Olavo de Carvalho não deixou de se posicionar sobre o ocorrido:

"A naturalidade cândida com que os cineastas querem vetar um filme que não viram mostra que, para eles, a simples hipótese de um filme que não seja propaganda esquerdista é escandalosa e impensável como uma invasão de marcianos ou a guerra atômica generalizada. Depois disso, vai ficar muito difícil, para esses mimosos rapazes, negar que a #esquerda tem exercido um controle hegemônico sobre o #Cinema nacional. Não apenas o tem exercido, mas o fez durante tanto tempo e se habituou de tal modo com ele, que ele acabou por se tornar, no seu imaginário, a própria natureza das coisas, ou, como diria Antonio Gramsci, 'um imperativo categórico, um mandamento divino'."

Vê-se agora a face da esquerda, odiadora tanto da ditadura, mas que não consegue conviver com opiniões diferentes.

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O exemplo do professor Olavo é maravilhoso, há um enorme fã clube de soças que bostejam sobre esse sem ao mínimo ter lido um livro dele. Fica claro que a esquerda, toda esquerda é extremista, e de jeito nenhum querem pluralidade de pensamento. Não querem largar o brinquedinho deles, a hegemonia cultural, por ser tudo que eles têm.

Não é de hoje a demonização da direita pela mídia brasileira, até porque é de longe visível que a esquerda tem o Brasil nas mãos. Se for possível censurar outros, melhor ainda. Mas eles não vão fazer uma censura cara a cara, querem continuar com a aparência angelical e salvadora — implícito no discurso.

Esse ato só chamou atenção para o documentário do Olavo. Diretor do filme, Josias Teófilo vai estar numa entrevista no programa The Noite — 30/05/17, um dia antes da estreia em São Paulo.

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E o teatrinho da esquerda, criadora dum inimigo imaginário, está desmoronando, pouco a pouco.