A Operação #Lava Jato, em mais uma de suas fases, traz o ex-presidente Luiz Inácio #Lula da Silva novamente aos holofotes da mídia em meio a escândalos de esquemas de corrupção e lavagem de dinheiro. Ele é acusado de ter recebido propina de empreiteiras e de ter ocultado tais patrimônios.

A operação já tem mais de 413 investigados, dado oficial divulgado pelo STF (Supremo Tribunal Federal), durante seus três anos de atuação.

Interrogatório de Lula sob égide de Moro

Na última semana, o momento mais esperado por muitos foi o interrogatório do ex-presidente Lula frente ao juiz Sérgio moro, que ocorreu na capital de Paraná, Curitiba.

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O petista foi interrogado pela primeira vez como réu, aonde chegou sob protestos prós e contra as acusações, que tomaram conta das ruas de forma pacífica.

O juiz Moro, responsável pelas ações da Lava Jato na primeira instância, presidiu o interrogatório, que durou aproximadamente 5 horas, em meio às citações polêmicas e com tom de ameaça proferidas pelo ex-presidente da República.

Passando a fase do interrogatório, poderão ser solicitadas diligências pelas partes, sendo essas negadas ou aceitas pelo juiz, de acordo com sua discricionariedade. Após estas, Moro proferirá a sentença, absolvendo ou condenando o réu.

Outros casos em que Lula é réu

O ex-presidente ainda é alvo de investigações em outros casos, não sendo a Operação Lava Jato o único em que Lula é réu. Ele também é acusado em dois outros casos deflagrados em 2015 e 2016.

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Na Operação Janus, deflagrada em 2016, o petista é réu sob acusação de tráfico de influência além de facilitar negociação da Odebrecht em financiamentos concedidos pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) no exterior. A ele é imputado o crime de organização criminosa, lavagem de dinheiro e corrupção passiva. Apesar de não estar muito divulgada na mídia, esta operação é uma grande preocupação para o partido e principalmente para o ex-presidente.

Já na Operação Zelotes, deflagrada em 2015, o petista é acusado de estar envolvido em esquemas que vendiam MP (medidas provisórias) editadas em seu governo para favorecer a montadores situadas no Nordeste através de concessão de incentivos fiscais de forma ilegal e fraudulenta.

Este cenário não é nada favorável para o ex-presidente e possível futuro candidato, conforme as especulações a mídia. Caso o petista venha a ser condenado na Operação Lava Jato, sua candidatura é impossibilitada imediatamente em função da Lei da Ficha Limpa.

Enquanto nenhum dos casos preferidos tiver sentença em desfavor ao réu, ele é um forte candidato para as eleições 2018. Pois, mesmo em meio a tantos escândalos e investigações, tem apresentado um índice de aprovação popular acima do esperado por uma parcela da população, que busca mudanças e um novo cenário na forma de governo. #SérgioMoro