Apesar do PT e seus principais idealizadores estarem envolvidos no mar de lama da corrupção, foi o PT nos governos #Lula e Dilma que fortaleceram e deram autonomia e independência à Polícia Federal (PF) e ao Ministério Público (MP). Isto é, diferente de outros governos que controlavam as ações destas instituições, assim sendo, nada era investigado e o resultado foi a proliferação da corrupção e o enriquecimento ilícito de políticos nas relações promíscuas com empresários, respectivamente, via lobby e propina.

O tripé da mudança no Brasil

Estar ao lado do procurador-feral da República (PGR), Rodrigo Janot, do Ministério Público (MP), da Magistratura representada na figura do juiz Sérgio Moro e da Polícia Federal (PF) é estar ao lado dos verdadeiros representantes do povo brasileiro no atual contexto, visto que estas instituições de caráter imparcial nunca declinaram de suas atribuições e funções sociais.

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As máscaras caíram

Os perfis da maioria dos políticos brasileiros são análogos, isto é, fazem da política um balcão de negócios, agindo nas sombras, confiando na impunidade e na habilidade de articular de forma delituosa nas vielas do poder. O exemplo recente vem do senador afastado #Aécio Neves, demagogo e suposto mentiroso. Em frente as câmeras, defendia as investigações, porém, é suspeito de pedir propina, articular o esvaziamento da operação Lava Jato, fomentar a descaracterização das dez medidas ante corrupção, bem como ferir o decoro parlamentar com comportamento inadequado a função.

Delação premiada abala os alicerces do governo Temer e aprofunda a crise política no Brasil

Surpreendentemente a proposta neo liberal do PMDB, PSDB, DEM e aliados, que cruelmente submete o povo a reformas traumáticas com perdas de direitos sem uma ampla discussão com a sociedade, foi inoculada com seu próprio veneno.

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Um governo impopular, antidemocrático e sob suspeita, trocando apoio político por cargos, um Congresso em sua maioria na mira da Kustiça e votando o destino do povo. De forma legal, porém imoral.

O presidente Michel #Temer, do PMDB, que para muitos chegou ao Palácio do Planalto de forma ilegitima, é pego em gravação comprometedora que faz referência a compra do silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha, das ações de dois juízes e um membro do Ministério Público. Temer nega e afirma que a gravação foi fraudada, porém, o fato gerou uma crise que impacta de maneira negativa o governo, visto que paralisa o andamento das reformas trabalhista e da Previdência, importantes para o governo na recuperação dos investimentos e no equilíbrio das contas, bem como queda da retomada do crescimento econômico, aumento do dólar e da taxa de juros.

O contexto levou partidos de oposição a protocolar nove pedidos de impeachment contra Temer. O presidente do A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) protocolou nesta semana também um pedido de impeachment.

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A OAB não discute a validade da gravação, se houve edição ou não, no entanto, a decisão de protocolar o pedido de impeachment passou pelas declarações do próprio presidente Temer, que em momento algum negou o diálogo com o empresário.

Renúncia, impeachment, cassação ou afastamento

Para a instalação do processo de impeachment, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia(DEM-RJ), deve aceitar os pedidos, porém, por ser um processo político, a aprovação só se dará em colegiado em que serão necessários 2/3 dos votos de 543 deputados (342 votos), assim sendo, vai para o Senado exigindo um quórum de 2/3 dos 81 senadores.

A possível divisão da base aliada poderá levar Temer a renunciar pela perda de apoio político e de governabilidade. Havendo a renúncia ou a cassação do presidente da República, assume o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, com a missão de convocar eleição em até 30 dias, porém, o novo presidente seria eleito dentro do Congresso Nacional, eleição indireta, visto que o mandato presidencial encontra-se na segunda metade. Além de Maia, estão na linha sucessória o presidente do Senado, Eunício de Oliveira, e a presidente do STF, a ministra Cármen Lúcia.

Os fatos poderão também convergir para o afastamento de Temer, visto que o relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Luiz Edson Fachin, determinou abertura de inquérito contra o presidente da República Michel Temer, assim sendo, Temer passa a ser formalmente investigado por crimes como obstrução á Justiça, corrupção passiva e organização criminosa, após a delação estarrecedora do empresário Joesley Batista da JBS.

Temer já estava na linha de ação da Operação Lava Jato, suspeito de ter recebido 40 milhões em propina do grupo Odebrecht para o PMDB, porém, no momento não poderia ser investigado, visto que os atos delituosos foram cometidos antes de ocupar o cargo de presidente da República.

No desencadeamento de um processo penal, caso Temer seja denunciado e o STF aceite, Temer passará a ser réu e é automaticamente afastado do mandato.

Até quando Temer resistirá ?

As chances de Temer são remotas, porém, ele resiste, não cogita renunciar, tem como aliado o presidente da Câmara no que tange a abertura do processo de impeachment. O ministro relator da Operação Lava Jato Luiz Edson Fachin recebeu o pedido de perícia na gravação de Joesley Batista e Temer. Por enquanto, somente a perícia foi deferida no inquérito em que Temer é investigado. Se o pedido de investigações do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, for autorizado, partidos que sustentam a base aliada de Temer, como DEM e PSDB, deverão abandonar o governo, assim sendo, Temer estará muito perto de deixar o Planalto.