A produção cultural de uma nação é a soma de toda história, desde sua fundação até os dias atuais. O surgimento dos símbolos culturais, no Brasil, é um reflexo e uma mistura entre nativos, colonos e escravos, tendo início no século XVI. Trazendo essa premissa cultural aos dias de hoje, vê-se a pluralidade cultural em vários âmbitos, como esporte, música e literatura. Dessa forma, é imprescindível analisar a relação entre o brasileiro e seus símbolos culturais na atualidade.

De início, é importante ressaltar que não existe, por parte da população, um interesse assíduo pela sua herança cultural. Isso porque com o advento da era digital e a dinamicidade cultural os indivíduos não veem a necessidade de se apropriar das suas raízes, através, por exemplo, do cinema ou literatura.

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Isso pode ser visto no esporte. O Brasil é taxado como o país do futebol, mas vale lembrar que a nação herdou uma prática esportiva indígena chamada “jogo de peteca" que raramente é visto em escolas ou em eventos esportivos, revelando o descompromisso e a desvalorização com artefatos e práticas nacionais.

Vale ressaltar, ainda, que existe uma “americanização” das práticas e desejos da população brasileira, sufocando o aparecimento de seus ideais culturais genuínos. Tal prática é dada pela inserção ou mesmo cópia das formas de produção de cultura de outro país desvalorizando e muitas vezes negando o valor identitário brasileiro. Um bom entendimento disso é a relação que os indivíduos têm com a finalidade de suas práticas, tese também amplamente defendida por Weber, na qual relaciona o descobrimento do novo americanizado frente a sua aceitação que na maioria das vezes torna-se um fator positivo.

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Este paralelo sucumbe às riquezas não só nacionais, mas individualiza a culture way of life América.

É fundamental entender, portanto, que a relação do brasileiro com seus produtos culturais tem sido cada vez menor e relativamente substituída ao passar dos anos. Assim, é possível e necessário que haja, por parte do Ministério da Cultura, por exemplo, um das escolas e faculdades na valorização das práticas culturais do país como o incentivo a programações em cinemas da cultura nacional da cinematografia nacional, abordando também literatura, por exemplo, os grandes autores brasileiros como Guimarães Rosa com a obra “Grande Sertão Veredas” o épico nacional, e, por que não se dizer, universal. É possível que haja mudança e melhoria na consciência cultural do nosso país futuramente. Com a urgência educacional e que necessariamente precisa ser suprida e investida na busca de uma sociedade futura mais familiarizada com suas raízes, buscando sempre uma identidade singular mesmo com as aculturações e inserções de valores e costumes das mais diversas culturas do mundo, mas que sejamos conhecidos não por copiar e sim formar os símbolos do nosso país, único. #apropriaçãocultural