O #policial militar Eriston Mateus de Moura Santos do 9° BPM de Porto Alegre, RS, ficou #tetraplégico após ser atacado com um paralelepípedo na cabeça durante #Manifestação contra a Copa do Mundo. Certamente poucas pessoas lembram do caso - ou simplesmente desconhecem, já que a pessoa vitimada, era um policial militar, não um manifestante da esquerda, nem um bandido. Eriston Mateus de Moura Santos, que trabalhava na Brigada Militar, hoje está tetraplégico, após ter sido designado a preservar um boneco inflado do “Tatu Bola” – símbolo da Copa do Mundo de 2014 – em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, no dia 4 de outubro de 2012.

Durante o alvoroço provocado por manifestantes, o soldado foi agredido com um paralelepípedo na cabeça.

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Seu capacete chegou a quebrar com a pancada, ele levou oito pontos e teve traumatismo craniano. Cerca de um mês após o ocorrido, o policial começou a perder os movimentos dos braços e pernas. Atualmente, ele não fala e só sai da cama com cadeira de rodas.

Porém o mais bizarro (e que muita gente não sabe) é que o policial recebeu atendimento especializado em casa somente por um ano, depois, o tratamento foi simplesmente cortado. A justiça considerou que a doença dele não teve relação direta com o pedrada durante a manifestação, mesmo com a família, médicos e até o próprio pai do policial, Ari Luz dos Santos, afirmando que o filho era uma pessoa sadia até levar a pedrada.

A família do policial, recorreu da decisão ao TJ (Tribunal de Justiça) e quer que ele tenha direito à aposentadoria especial.

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Além disso, cobra do estado o pagamento dos gastos médicos do PM. Devemos lembrar, que neste ano, neste mesmo país, foi decidido que o governo do Mato Grosso do Sul irá indenizar em dinheiro um preso - que cometeu crimes, obviamente - que era mantido em situação degradante no presídio.

O Tribunal, não quer cobrir as despesas de um servidor do Estado, que estava cumprindo com seu dever como policial, quando sofreu um acidente de trabalho. Em contrapartida, no começo deste ano, os familiares dos presos mortos em confronto nas penitenciárias, receberam indenização com o mínimo de R$ 10 mil, segundo o DPE-AM.

A família do policial ficou indignada ao ser abandonada pelo Estado. "Eu entreguei o meu filho apto para a Brigada Militar. No papel dizia 'apto'. Eles entregaram o meu filho em uma cadeira de rodas para mim dentro de casa", declarou o pai do PM.