Eu fico meio chateado quando vejo jornalistas se darem ao luxo de proclamarem noticias sensacionalistas e, ás vezes, inverdades apresentadas como verdades, purificando uns e condenando outros ao #Inferno da opinião pública.

É importante questionar sobre a contínua capacidade de nossa atividade mental em interpretar notícias que são passadas para nós pelas mídias de comunicação e talvez venham a nos colocar numa postura defensiva e até mesmo ofensiva sobre fatores que estão levando os nossos olhos para outros lugares e nos retirando do foco em que deveríamos estar mirados.

É preciso ressaltar a relatividade do levantamento das variáveis envolvidas.

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A maneira que as notícias chegam até nossa casa é sempre camuflada defendendo alguma postura que alguém quer que defendamos também.

O fato é que alguém quer que pensemos do seu jeito. Um tipo de indução que produz pessoas que pensam igual, e pensar igual não é um bom negócio em se tratando de um país continental como Brasil. Temos contextos extremamente diferentes num mesmo país.

Corremos o risco de defendermos uma bandeira que todo mundo está balançando sem nem saber o porquê, "o importante é que estamos na moda", reforçamos as fileiras de falsos defensores do país, que apresentam um idealismo burro, que no final vai simplesmente se transformar em plataforma política para que algum político se beneficie.

Em nível de reflexão é preciso pensar no desenvolvimento contínuo de distintas formas de atuação.

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A mais importante é a ponderação, pois, no momento que estamos cegos numa cortina de fumaça de processos sobre corrupção, isso representa uma cegueira social que nos quer contaminar.

No contexto atual, o aumento do diálogo entre os diferentes setores sociais nos obriga a uma análise das posturas que estamos assistindo nas notícias do telejornalismo, onde está sempre pintando um quadro de trevas. Um clima de “fora beltrano”, “fora sicrano” se estabeleceu de forma tão caótica que não temos como voltar atrás, chegou de fato a temporada de caça às bruxas.

Todos serão vítimas de um juízo comum, todos serão colocados juntamente no mesmo balaio. Bons e maus, todos sendo pesados pela mesma balança. A mídia deveria ter um papel mais neutro nisso tudo, mas é praticamente impossível, pois sempre alguém que mantém a estrutura de comunicação sempre defenderá alguma ideia e vai querer enfiar goela abaixo a sua posição em relação a determinado assunto.

A consulta aos diversos meios de comunicação não deve passar por nós sem uma boa filtragem independentemente de quão sério seja o emissor da notícia.

É preciso ponderação! #Jornalista #Sensacionalismo