Para que logo de antemão fique colocada a confusão feita entre os termos: a #Democracia não é sinônimo de #Liberdade e vice-versa. Democracia é um tipo de sistema que o cidadão, de forma imposta pelo estado, delega a outrem sua liberdade, ou seja, sua liberdade está na mão do Estado. Ora, se esta está empenhada a outrem, logo, e pensando logicamente, você (ou qualquer cidadão) não é o detentor da sua própria liberdade.

Não sendo detentor da sua própria liberdade, a pergunta que fica é: como a democracia pode ser colocada na maioria das vezes como sinônimo de liberdade?

A verdade vem com o nascimento da democracia

Para desmontar toda essa falácia criada em cima da palavra democracia (posta como sinônimo de liberdade), temos que voltar à Grécia Antiga.

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Quando surgiu a democracia por volta do século VI e V a.C. com Clístenes, para votar: o cidadão teria que ser maior de 18 anos; ser filho de pais atenienses; não ser estrangeiro e a mulher jamais voltaria naquele sistema. Até aqui há quase uma comparação com a democracia atual, com exceção da mulher.

Mas o argumento mais racional que quebra essa comparação, democracia sendo posta como liberdade, é o fato de que para votar na remota democracia, o sujeito precisaria ser livre, mas não é livre por estar fora da prisão, e sim livre por haver escravos.

Ora, se havia escravos, logo alguns eram privados de liberdade; sendo privados de liberdade, a democracia não pode/poderia ser comparada de jeito nenhum com a liberdade. Entretanto, alguns podem ainda argumentar que isso era naquela época remota, onde o conhecimento não era tão difundido quanto hoje.

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Então vejamos com perguntas como a democracia evoluiu a ponto de ser corriqueiramente trocada por liberdade. O cidadão brasileiro pode deixar de votar a seu bel-prazer; ou tem que justificar para alguém, ou melhor, para alguma autoridade estatal a sua decisão de não ir a uma urna para votar? O brasileiro pode portar uma arma para poder defender sua vida daqueles que a tentam ceifá-la?

O cidadão pode de livre espontânea vontade deixar de pagar imposto para um estado que ele não reconhece como legítimo? O cidadão pode não querer servir numa guerra onde ele não tem nada a ver com a sua origem? O cidadão pode deixar de participar de uma gangue (o Estado) que espolia dinheiro de todos aqueles que geram alguma coisa para a sociedade?

A resposta para todas essas perguntas é muito simples: não!

Conclusão

Portanto, de acordo com tal raciocínio, a liberdade não é algo que precisa ser conquistada, ou empenhorada para outrem. Todo cidadão nasce livre, mas alguma coisa (como o Estado democrático) o priva desde o seu nascimento sem nem mesmo o cidadão (ou a criança, neste caso) ter a consciência do que é a liberdade.

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Dessa maneira, a criança no seu desenvolvimento passa por uma lavagem cerebral na escola e adota a bandeira democrática como se fosse a mais luta justa da sua vida por liberdade e igualdade. E é aqui que ela se torna uma presa fácil para adotar outra bandeira: a bandeira #esquerdista, onde tudo nessa vida é injusto; menos a democracia.