O deputado federal Jair Messias Bolsonaro (PSC-RJ), dentre mais de 600 projetos, é também autor da lei do voto impresso, que foi aprovada no Congresso Nacional e vetado pela então presidente Dilma Rousseff em 2015. Veto este que foi apreciado e derrubado pelo Senado, passando a ter força de Lei.

Um fato atípico e inusitado por parte do ministro Gilmar Mendes, presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) veio obstar a implantação da lei. Ele se recusa a dar seguimento para que a lei surta seus efeitos conforme previsto, ser implantado o voto impresso para as eleições gerais em 2018.

O TSE não apresentou ainda nenhuma prova irrefutável de que as urnas eletrônicas sejam confiáveis.

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Com os recentes ataques cibernéticos em toda a Europa, inclusive no Brasil, uma urnazinha mequetrefe não seria inviolável?

Identidade Única - Implantação pelo TSE

A alegação de que implantar o voto impresso seria dispendioso, algo em torno de R$ 2 bilhões, não faz o menor sentido, uma vez que o mesmo TSE vai implantar o sistema de Identidade Única, muito mais complexo e mais dispendioso. Esse sim pode ser adiado, é uma questão de prioridades.

A pergunta que os brasileiros estão lançando nas redes sociais, em especial no Twitter, é o que estaria por trás nas manobras de tentar adiar o voto impresso. Deveria ter sido implantado para as eleições de 2014, foi adiado para 2016, agora o TSE “Gilmar Mendes” quer adiar para sabe-se lá quando - procrastinação. Em defesa da democracia, adia-se a Identidade Única e realoquem os recursos para o voto impresso.

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O voto impresso é a única garantia para o cidadão exercer de fato sua cidadania, será a esperança de que de fato entraremos em uma verdadeira democracia, pois, segundo o mesmo ministro que quer procrastinar as mudanças, vivemos em uma "cleptocracia", uma república de ladrões.

O argumento apresentando anteriormente era de que não havia tempo hábil para que o voto impresso ocorresse em 2016. Passou batido, mas agora?

Segundo o repórter Renan Ramalho, do site G1 Brasília, corregedores eleitorais se reuniram com o deputado Vicente Cândido (PT-SP) e pediram adiamento da implantação, alegando altos custos com equipamentos, manutenção e problemas logísticos para imprimir comprovantes da votação.

O corregedor geral da Justiça eleitoral, Herman Benjamin, apelou para a "profunda crise econômica" pela qual o país está passando e que criar um custo que "não tem muita justificativa", no momento, se torna inconveniente. #GilmarMendes #VotoImpresso #ExercerCidadania