Na conclusão sobre o sentimento de "dor da perda" descrita pelo filósofo #Fabiano de Abreu, publicada em seu canal de pensamentos em forma de frase, o autor expõe que devemos absorver as boas experiências de convivência com o que perdemos, para esta "dor" não se tornar algo desconfortável em nossa vida.

"A espera inconsciente, a tristeza da perda, pode ser menos dolorosa quando se prende à boas lembranças" escreveu o escritor. Segundo ainda afirma o apoio à boas lembranças de forma positiva ameniza o sofrimento da perda:

"Temos que nos apoiar nas boas lembranças. Devido a cultura proposta pelas religiões, quando perdemos quem amamos, acreditamos que um dia podemos encontrar essa pessoa e isso nos causa uma espera inconsciente.

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A dor da perda ameniza com o tempo, pois o ser humano é adaptável a tudo, mas ela perdura por toda uma vida, pois ninguém nunca será como aquela pessoa, ficando assim gravado as coisas boas que tirávamos dela. Mas não podemos elevar isso a tristeza da perda de forma desconfortável, a pensar que nunca mais teremos aquilo ou aquela pessoas e momentos novamente. Temos que nos agarrar nas boas lembranças e qualificar a importância daquela pessoa em nossa vida para que possamos evoluir de alguma forma e continuar a nossa trajetória", conclui o filósofo.

Na opinião da renomada psicóloga e psicanalista Roselene Espírito Santo Wagner sobre o texto do autor Fabiano de Abreu, tem gente que paralisa a dor perdendo as possibilidades:

"A dor é inerente ao homem, em qualquer vida haverá dor, mas o sofrimento é uma escolha.

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A gente escolhe sofrer ou não, elaborar, progredir, evoluir. Estar sempre em atualização de si é uma constante na vida humana. Tem gente que paralisa diante da dor e perde a possibilidade de construir essa nova configuração de si mesmo."

A psicóloga conclui com um texto de Carlos Drummond de Andrade: "A dor é inevitável, mas o sofrimento é opcional".

Acreditar num reencontro futuro e possível, com quem amamos e "partiu", é da natureza humana. Aprendemos isso com algumas religiões e com nossa fé. Isso traz conforto e amparo porque quem parte deixa algo e leva algo. Porém, ficar preso num lapso do tempo revivendo eternamente a lembrança ainda que boa nos rouba o melhor da vida: o presente!

Elaborar e ressignificar a memória daquilo ou daquele que foi é o melhor que pudemos fazer por nós. "Podemos viver apartados do outro, podemos viver sem o outro... mas não podemos nos perder de nós." Carlos Drummond de Andrade. #Filosofia #psicologia