A era digital trouxe consigo a alarmante constatação que ainda não aprendemos a viver em sociedade ou, em outras palavras, ainda temos dificuldade de nos relacionar. Possuímos uma imaturidade social e expormos isso para o mundo.

Que dizer das redes sociais que aproximam e, ao mesmo tempo, afastam as pessoas? Temos dificuldade de conversar com o outro que diverge da nossa opinião, mas quando estamos ‘’logados’’ nos sentimos os mais eloquentes e ferozes oradores, não vemos limites para expormos nossa indignação ou raiva.

Muitas vezes fazemos de nossas redes verdadeiros ringues de disputas ideológicas. O bullying virtual (ou cyberbulling) hoje é uma realidade tão ou mais agressiva que bullying já conhecido.

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Ele não se restringe a idade ou religião. Violência e ódio são propagados numa velocidade absurda, ao ponto da vítima sofrer ataques simultâneos.

Crianças e adolescentes, que muitas vezes são emocional e psicologicamente incapazes de se defender de ataques pedófilos, caem em suas armadilhas, enquanto os pais trabalham ou navegam com seus smartphones ao lado.

Já as fofocas que caem nas redes, mesmo ganhando status de falsa verdade, continuam perversas e prejudiciais. Aliás, ainda não conseguimos filtrar o que postar ou não em nossas próprias redes e, por vezes, acabamos por divulgar demais e esbarramos na nossa velha dificuldade de nos relacionar.

Hoje em dia até os assaltantes ficam ligados nas redes na tentativa de descobrir horários e atividades de suas possíveis vítimas. O que dizer, então, da ‘’epidemia’’ depressiva das pessoas que passam muito tempo ‘’logadas’’?

Divulgamos fatos e irrealidades sem o menor pudor de afetar o outro.

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Repassamos informações sem saber a procedência e veracidade. Nos importamos mais com curtidas do que com as pessoas, vivemos online 24 horas por dia e nos esquecemos que estamos sendo observados.

Nos tornamos mais agressivos e invasivos com o advento das novas tecnologias. Talvez já fossemos, mas com as redes isso fica tão declarado que não há como esconder nossa velha dificuldade de nos relacionarmos com o outro.

O que fazer, então? O fato é que estamos vivendo a era digital e não há como negarmos isso. Somos humanos e precisamos não apenas nos relacionar, mas também entender os limites do outro e os nossos próprios.

Assim sendo, estamos ‘’logados’’? Muito bem! Contudo, não somos os únicos. Não queremos expor demais nossa vida? Ótimo, porém, não caíamos na onda de depreciar quem se expôs demais. Em contrapartida também, podemos ensinar e dá verdadeiras lições com lucidez em nossas postagens.

Recebeu um vídeo suspeito de origem desconhecida? Muita cautela nessa hora, tente descobrir a fonte.

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Caso não seja possível, melhor quebrar a corrente do que prejudicar a imagem de alguém. Quanto a propagar ódio, discriminações ou coisas do tipo na rede, todos devem estar cientes que podemos responder judicialmente por isso.

Por fim, as redes estão aí, mas nós seres humanos também entremos em um acordo benéfico e pacífico para todos o quanto antes. #eradigital #redessociais #ImaturidadeSocial