Parece inconsequente a reflexão de que o indivíduo delinquente nasce assim e, por isso, não faz falta a sociedade. É de onde advém o jargão de que “bandido bom é o bandido morto”. Ainda pior é achar que quem se afeta pelos assassinatos e mortes de meliantes, que acontecem em profusão pelo Brasil a fora, está do lado da delinquência.

Se faz necessário discernir o sujeito do seu objeto. O delinquente neste nosso caso relatado é um jovem entre 16 e 29 anos, saudável e de aparência regular, em geral ligado ao trafico de drogas, que é morto à bala em confronto com a polícia. Diga-se de passagem que a força policial está em geral muito melhor preparada para o confronto, não restando quase nenhuma chance para o bandido, ele morre na disputa.

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Mera ilusão, o jovem bandido, talvez por imaturidade ou pela falsa sensação de poder que um fuzil AR 15, supõe conferir, desce do morro e é abatido como um cão raivoso. Essa é uma cena corriqueira nos noticiários.

Assustadores são os números de mortos entre bandidos e policiais, 60 mil. Outro dado aterrorizante é que são em sua maioria imberbes, no máximo 30 anos de idade.

Agora saindo do objeto e indo para o sujeito, triste sina de um país que mata o melhor que tem, o jovem, anulando o futuro e apagando a esperança de um mundo melhor. Quantos futuros homens importantes para a nação estamos plantando no #Cemitério. Aquela conversa mole de que eles escolheram esse caminho não cola mais. O fato absurdo é que estamos abatendo a nossa juventude, em dez anos serão 600. 000!

Milhares conduzidos à morte em prol de dinheiro, nada mais fútil e prostituído.

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Não estão ali para defender a Pátria uma ideologia ou crença, morrem em vão. Morrem para a glória do traficante.

Quando abominamos essa matança, não o fazemos em louvor ao ilícito, ao mal ao errado, mas por angústia de ver nosso país indo em direção à tumba. Será que não temos outra saída? Não haveria um programa sério de governo que abortasse esse genocídio pela raiz. Algo que salvasse nossos garotos e garotas, gente insubstituível, gente que deveria estar tomando as rédeas da nação. No entanto, são ludibriados pelo traficante e mortos pela sociedade.

Seria impossível obter ajuda de outras nações que já tenham experiência? Não podemos mais ver essa desgraça sobre a gente brasileira e virar a cabeça como se fosse a coisa mais natural do mundo, não pode ser.

Não se trata de gostar do criminoso, nem de defender a criminalidade. #Tráfico #Violência