Diz a lenda, que ao ser questionado pelos entrevistadores sobre o menino das suas histórias, Antoine de Saint-Exupéry dizia que o Pequeno Príncipe era uma criança que residia em seu coração. Em 20 de agosto de 2015, foi lançada uma adaptação francesa da história em animação computadorizada, realizada por Mar Osborne.

Os argumentos baseados no romance foram escritos por Irena Brignull e o enredo não se trata de uma adaptação direta do livro original escrito por Saint-Exupéry, mas transmite cenas do mesmo encaixadas na vida de uma menina que é pressionada por sua mãe a tornar-se uma adulta e seguir uma rotina friamente calculada, em que as brincadeiras são erradas e o ingresso em uma escola conceituada é mais importante.

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Porém, um acidente provocado por um vizinho considerado louco pela vizinhança faz com que a garota sinta-se motivada a conhecê-lo através de páginas aleatórias da verdadeira história do Pequeno Príncipe que conhecemos.

O vizinho se torna um grande amigo da menina, tanto que após sofrer um acidente e ser hospitalado, ela decide ir em busca do Pequeno Príncipe para motivá-lo a permanecer vivo. A história surpreende muito ao nos mostrar uma nova perspectiva de mundo, quando o Princepezinho torna-se um adulto, sem identidade, esquecendo-se dos seus amores e de sua essência.

Não é difícil para os antigos admiradores da história se apaixonarem pela adaptação do #Cinema e provavelmente não esperam gostar tanto como o filme promete, mas enganam-se quando pensam desta maneira. É muito interessante compreender a nova perspectiva, porquanto essa é parte da realidade da vida humana nos dias atuais.

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Com o desenvolvimento da tecnologia, a vida das crianças foi significativamente afetada, porque as instituições de ensino ou a família não as ensinam sobre a importância de utilizar os meios de comunicação com sabedoria, tornando-as adultas e incapazes de acreditarem na existência real de personagens supostamente inventados. Além disso, é provável que O pequeno príncipe possua mais leitores adultos do que crianças, porque estas não são ensinadas a contemplar a obra de arte como um dia foram.

Por fim, devemos admitir que o enredo nos transmite uma lição que constitui-se no real valor da busca pela verdadeira essência que o mundo globalizado nos obriga a esquecer. Porque coisa triste não é tornar-se um adulto, mas esquecer-se da criança que um dia foi. #Opequenopríncipe #Livros