Na Constituição temos várias leis que protegem e asseguram os direitos humanos, leis que por sua vez são necessárias para manter a ordem no país. Porém, nossos princípios religiosos algumas vezes vão contra as tais leis humanitárias escritas na Carta Magna. Mas, o que fazer quando a constituição e a Bíblia têm opiniões diferentes?

Na semana passada ocorreu no país um caso que repercutiu polemicamente, um rapaz menor de idade foi pego furtando de um trabalhador. Um tatuador puniu o adolescente tatuando na testa dele a seguinte frase: “Sou ladrão e vacilão”.

Parentes do jovem alegam que ele é usuário de drogas. Por estar razão, depois do acontecimento, o rapaz foi para uma casa de recuperação de dependentes químicos e não foi punido, já que o mesmo é menor de idade.

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Enquanto isso, o tatuador foi preso por ferir os direitos humanos, como cita nossa constituição sobre tortura. A lei nº 9.455, de 7 de abril de 1997, define crimes de tortura e outras providências.

Os cidadãos brasileiros dividiram suas opiniões sobre o caso, houveram muitos prós e muitos contras sobre a atitude da Justiça brasileira. Alguns comentários como: “Certo que o menino errou, mas ele não deve pagar pelo resto da vida por um erro” e outros “Até Deus sabe que lugar de ladrão é no cemitério”.

Alguns com conhecimento bíblico ousaram citar a passagem de Êxodo 22:2: “Se o ladrão for pego roubando e for ferido a modo que morra, aquele que o feriu não será culpado pelo sangue”.

Em suma, surgiu a questão de em que livro devemos basear nossas atitudes?

Nos tempos bíblicos haviam muitas regras e leis de acordo com a época para que houvesse a ordem no reino.

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As leis dos livros pentateucos (são os cinco primeiros livros inscritos pelo profeta Abraão) serviam para aquela época, pois as atitudes de punição eram muitos severas.

O mundo foi mudando e globalizando-se, as pessoas passaram a exigir mais humanização e a necessidade da violência foi diminuindo, outras leis para manter a ordem foram regidas. Hoje, no Brasil, seguimos a Carta Magna, que é um conjunto de leis que regem um país, um governo, um estado.

Então, respondendo a pergunta inicial, podemos dizer que apesar dos princípios bíblicos, o certo para que a ordem permaneça no país é seguir a Constituição Federal, pois, as leis bíblicas não se aplicam nos dias de hoje.

De acordo com a Justiça brasileira, o certo a fazer pelo menor infrator e usuário de drogas é colocá-lo em uma casa de reabilitação para dependentes químicos, onde pode ser tratado e ter uma nova chance na vida. Para que não aconteça de tortura novamente, o trabalhador que tatuou o rapaz foi detido e permanece nas mãos do Poder Judiciário.

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Mas ainda assim, se a história tivesse sido diferente e o cidadão tivesse tirado a vida do menor infrator?

Biblicamente falando, não seria errado! De acordo com a referência de um dos livros pentateucos (Êxodo 22:2) e constitucionalmente falando, ele seria detido da mesma forma, pois tirou a vida de outro cidadão (lei 11.105, de 5 de janeiro de 1995. Regulamenta os incisos II, IV e V do § 1º do Art. 225 da Constituição Federal).

Então, deixe nos comentários sua opinião, tudo que você pensa sobre as leis bíblicas e sobre as leis constitucionais. #Polêmica #2017