Tem se tornado rotina reclamações de moradores de bairros onde praças e outros logradouros destinados ao uso comum e ao laser encontram-se deterioradas e sem conservação e reparos, que, à priori, devem ser de responsabilidade dos órgãos públicos.

A maioria desses espaços em quase todas as cidades encontram-se quase sempre abandonados pela administração pública municipal, servindo não para a sua destinação social, mas, na maioria delas, para o acondicionamento e o acúmulo de lixo, e em alguns casos para encontros de venda e uso de drogas ilícitas.

A conservação e a manutenção necessária desses espaços públicos são prometidos sempre em campanhas políticas em que candidatos aos cargos eletivos, vislumbrando a possibilidade de angariar mais votos a seu favor, tornam-se, momentaneamente, construtores e/ou mantenedores de edificações públicas.

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Em princípio, essa responsabilidade realmente caberia tão somente aos órgãos municipais, em contra-partida aos impostos e tributos pagos por moradores desses municípios e que deveriam ser utilizados na construção de novos espaços e na preventiva e corretiva dos já existentes.

Contudo, como é do conhecimento público que os recursos arrecadados e a sua aplicabilidade não se revestem de transparência, na maioria dos municípios desse imenso País, dando voz e vez à corrupção, com superfaturamento nessas obras e o consequente desvio de grande parte do montante do erário arrecadado, cabendo ao contribuinte a responsabilidade de denunciar, quando da suspeição, e exigir a atuação do Ministério Público para apurar possíveis irregularidades detectando possíveis desvios.

Resta ao contribuinte, por seu turno, a ação voluntária de pequenos reparos de forma a evitar a deterioração total desses logradouros, de modo a não permitir que mais e mais recursos sejam arrecadados - quase sempre com o aumento de alíquotas de impostos, taxas e tributos - e gastos com a conservação e manutenção dos mesmos, sob pena de estar colaborando involuntariamente para que facilmente mais dinheiro seja desviado com superfaturamento de obras cujo gasto final será indubitavelmente retirado sempre do lombo do já massacrado cidadão, que por essas e outras omissões ou irresponsabilidade dos gestores da grande carga tributária, não vê expectativa alguma de melhoria na sua condição de pagador de impostos.

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Deixe seu comentário. #Lazer #Espaço #Opinião