Com a finalização da votação do processo da chapa Dilma/Temer, ao qual implicaria na cassação da mesma, o Tribunal Superior Eleitoral(TSE) resolve criar uma turbulência no mundo gospel. Em seu pronunciamento na sessão, a corte resolveu intensificar estudos de mecanismos para um possível bloqueio em doações para campanhas eleitorais feitas pelas igrejas.

Segundo o então presidente do TSE, ministro #gilmar mendes, a atual crise política brasileira se sustenta nas doações por parte de empresas privadas e as únicas instituições que detêm capital que possa disponibilizar para fins eleitorais são as igrejas. De certo que referidas contribuições em espécie feita pelos fiéis às igrejas seriam utilizadas para custeios de possíveis candidatos de suas denominações, já que os líderes evangélicos tem grandes influências sobre seus fiéis.

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Como as igrejas são isentas de impostos por serem entidades filantrópicas, na interpretação da corte, viabilizaria no mal uso dessa verba para elegerem seus futuros representantes.

A maior dificuldade encontrada pelo Tribunal Superior Eleitoral, em relação a proibição das doações de verba à igreja, é o fato da existência de uma lei específica para julgar um crime que nem sequer existe formalmente.

O bispo Marcelo Crivella, durante a sua campanha em 2014 para governador do estado do Rio de Janeiro, foi acusado pelo Ministério Público Eleitoral de utilizar o templo da igreja em Duque de Caxias como comitê. Várias evidências foram encontradas no local, tais como fichas cadastrais, formulários pastorais, alguns já até preenchidos, e o que mais intrigou o MPE foram vários campos específicos com números de títulos eleitorais.

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A professora da Fundação Getúlio Vargas Direito Rio, Silvana Batini, quando entrevistada pela Gazeta do Povo, enfatizou que a investigação torna difícil a comprovação de influência das lideranças religiosas no voto. Não obstante de suas declarações, Batini alega que pode haver outros tipos de abuso, como por exemplo o pastor induzir o fiel a votar em determinado candidato.

Em um estado democrático de direito, mesmo o voto sendo obrigatório, todos temos o livre arbítrio de escolhermos os representantes que quisermos, afirma alguns líderes religiosos. #evangelicos #Gospel