Fazer o uso de drogas lícitas e ilícitas, invadir cemitérios praticando violações morais, patrimoniais e cometendo atos sexuais são atitudes que estão se tornando frequentes por parte dos degenerados sórdidos.

Mas afinal, qual a relação existente entre cultura e postura?

O termo #Gótico originalmente deriva-se de godos, um povo germânico considerado bárbaro e extinguido aproximadamente no ano 700 d.C. Com o desenvolver dos séculos, o termo perdeu seu real significado, passando a ser reproduzido como uma simples metáfora para classificar manifestações estéticas, artísticas e comportamentais.

Infelizmente, essas belas denominações que deveriam influir na formação artística permitem que jovens com uma enorme depravação intelectual cometam terríveis atrocidades para simplesmente comprovarem que se denominam parte de uma determinada cultura.

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São esses indivíduos expostos ao opróbrio que preferem passar a semana de Carnaval em cemitérios, desrespeitando o patrimônio e tirando fotografias para publicarem em seus podres perfis em redes sociais. É por culpa de adolescentes e adultos desonrosos que fascinantes culturas e filosofias são friamente criticadas, como a própria subcultura gótica, uma verdadeira obra de arte existente na humanidade que transcende a percepção humana.

Como qualquer crença ou filosofia, o #Goticismo estende o seu significado e está além de invadir cemitérios por um simples prazer infeliz ou de se vestir com roupas extravagantes para generalizá-lo. Ele permanece vivo através da história, arquitetura e mais diversas formas de artes existentes, porque se trata de um magnetismo que muitos seres que sofrem inconscientemente com a profunda falta de concepção desconhecem.

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Além disso, ele existe e permanece atemporal através do fascínio pelo obscuro, e principalmente, na consciência e no respeito pelos mortos, porquanto os adeptos da filosofia de vida compreendem a sua importância.

Afinal, se a morte é a libertação de um espírito, porque mantê-la em um cativeiro de imoralidades e falta de consideração com aquele que será o nosso fim um dia?

Solitário

Augusto dos Anjos

Como um fantasma que se refugia

Na solidão da natureza morta,

Por trás dos ermos túmulos, um dia,

Eu fui refugiar-me à tua porta!

Fazia frio e o frio que fazia

Não era esse que a carne nos contorta...

Cortava assim como em carniçaria

O aço das facas incisivas corta!

Mas tu não vieste ver minha Desgraça!

E eu sai, como quem tudo repele,

- Velho caixão a carregar destroços -

Levando apenas na tumba carcaça

O pergaminho singular da pele

E o chocalho fatídico dos ossos!