Janot estava certo de que, após as delações de Joesley Batista vazarem em rede nacional, o atual Presidente da República, Michel Temer (PMDB), seria cassado pelo TSE com apelo e apoio da pressão populacional. Um acordo selado entre o Procurador-Geral da República, Rodrigo #janot, e o CEO da JBS, Joesley Batista, a repercussão negativa ocorreu pela falta de envolvimento da Polícia Federal (PF), membros da força-tarefa da operação Lava Jato de Curitiba e análises mais precisas sobre o real envolvimento do Presidente da República.

Os áudios da gravação da delação até agora sofrem críticas de suposta manipulação e edição. Não é unânime a opinião de especialistas se há veracidade no conteúdo das gravações.

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Tudo indica que Janot e Edson Fachin, Ministro do Superior Tribunal Federal (STF), foram ludibriados pelos irmãos Batistas após terem selado um generoso acordo homologado pelo relator da Lava Jato no Supremo.

O acordo foi altamente repudiado por juristas e pela população que não aceitou o fato de que, após as gravações das delações terem sido apresentadas, os irmãos Batistas gozarem da liberdade em passeio turístico e mudança para a cidade de Nova Iorque, nos Estados Unidos. Se não bastasse todo esse descalabro, ainda levaram fortuna e finanças do grupo JBS para sua nova residência.

A população brasileira não aceita mais impunidade a criminosos em nenhuma circunstância, vide exemplo de Marcelo Odebrecht, que mesmo após delatar uma voluptuosa organização corruptiva da Petrobras, continua arcando com a punição de estar recluso, cumprindo pena.

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Em contrapartida, após a polêmica decisão do TSE em manter a chapa Dilma/Temer definida na última sexta-feira (09), a PF deflagrou uma operação para investigar supostos crimes envolvendo o grupo JBS, que trouxeram à tona envolvimento com o Ministro do STF Edson #fachin e a empresa investigada.

O acordo de leniência para com os irmãos Batista compunha em que ambos não cometeriam mais crimes, o que não ocorreu. A JBS teve lucros exorbitantes por terem acesso a informações privilegiadas das delações efetuando compras de dólares prevendo uma antecipação da desvalorização da moeda nacional no mercado financeiro, fraudando e faturando milhões enquanto a nação amargava um prejuízo histórico, abalando toda a economia, numa conspiração digna de novela da Rede Globo, veículo de comunicação encarregada por vazar tais áudios.

O fato mais criticado foi que Janot fez acordo com os irmãos Batista em local privado, mesmo após os mesmos terem sido investigados em seis ações da PF. A Lava Jato nunca firmou acordos diretamente com suspeitos, sempre sendo intercedida por advogados especializados em acordos de delação, contratados pelos próprios investigados que, na maioria dos casos, encontravam-se presos.

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O mandato de Rodrigo Janot encerra em setembro, com um verdadeiro problema para resolver, transparecendo uma situação desesperadora, tanto para ele quanto para a população brasileira que anseia pelas resoluções e pela eficácia no combate à corrupção. #CPIdaJBS