Com a série de denúncias de #Corrupção, exploração sexual e trabalho infantil, violação dos direitos humanos, entre outros temas, é cada vez maior o número de jornalistas de todo o mundo empenhados em utilizar técnicas do chamado "muckraking", ou seja, jornalismo investigativo.

Hoje, uma boa parte dos repórteres não se limita mais ao confinamento dentro das redações. Eles vão para as ruas, contatam suas fontes, investigam e produzem material de qualidade capaz de mudar as vidas de pessoas que vivem em situação de miséria provocada por corporações públicas ou privadas. Muitos escândalos envolvendo políticos, principalmente, de vários países do mundo foram expostos graças ao trabalho dedicado desses profissionais de imprensa.

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A luta, às vezes solitária, desses profissionais que têm a missão de informar e socorrer a sociedade refém, inerte, devido à força econômica das grandes empresas e de políticos poderosos se converte em trabalho perigoso e, em alguns casos, mortal. São muitas as denúncias feitas todos os anos por órgãos de defesa da liberdade de imprensa de que jornalistas foram presos, torturados ou mortos.

Organizações de defesa dos direitos dos jornalistas, como a Associação Brasileira de Imprensa (ABI), sediada no Rio de Janeiro, e Repórteres Sem Fronteiras (RSF), na França, são exemplos de que, comprovadamente, esses profissionais sofrem perseguição devido a sua atividade jornalística. Segundo a RSF, só este ano 12 jornalistas já foram assassinados e 193 estão presos. São dados alarmantes que mostram a violência contra o direito de informar.

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As duas instituições de defesa citadas mantém um canal aberto para denúncias contra jornalistas e a liberdade de imprensa.

Apesar disso, a maioria desses guerreiros com câmeras, canetas e papel não se intimida e continua com a nobre missão de mostrar ao mundo, por meio da informação bem apurada que, em um mundo livre, todos têm o direito de conhecer a verdade e exigir providências das autoridades competentes. Por causa desse trabalho sério e dedicado, políticos e grandes empresários estão presos ou respondem a processos em razão das denúncias feitas por jornalistas.

Uma corrente do bem deve ser reforçada e direcionada a esses profissionais que, mesmo sem serem percebidos pela população, precisam continuar com o trabalho apoiado por aqueles que têm esperança e acreditam na liberdade, em todos os sentidos. #Brasil #2017