O Rio de Janeiro é agraciado por algumas das melhores Universidades do Brasil, entre elas está a tão repercutida Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).

A Uerj passa por momento de extrema dificuldade com o descaso e abando por parte do governo estadual que, mesmo estando no meado de 2017, não regulariza do repasse de verba desde o inicio de 2016. Contudo, essa já é cenário bem conhecido. A mídia impressa e televisiva não cansa de detalhar quanto os cofres públicos estão sendo incapazes de subsidiar um os maiores legados que o Rio possui: a Uerj.

Trazer a público o completo descaso e cinismo que o governo estadual vem tratando a Uerj é essencial para a canalização de forças para o reviravolta neste jogo onde para a #Educação não existe verba e, paradoxalmente, isenções desenfreadas para empresas milionárias são concedidas como um bala é dada para uma criança em um dia de festa.

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Todo esse interesse pelo caso da Uerj por parte da grande mídia não está dissociado ao modo operante que o governo vem maquinando. Depois das inúmeras paralisações dos alunos e professores, manifestações em diversos pontos da cidade do Rio ao decorre desde últimos dois anos a grande e real evidência que a Uerj teve no cenário nacional foi apenas quando o reitor Ruy Garcia Marques anunciou publicamente a completa ausência de condições materiais mínimas para viabilizar a Uerj viesse abrir as portas.

Apesar da visibilidade, tanto clamada pela comunidade Uerjiana, ver à tona com ar de aparente sucesso, isto graças ao posicionamento firme e contundente por parte da Reitoria em suspender as aulas, porém, um novo tiro foi "acidentalmente" disparado no próprio pé da instituição quando nas últimas palavras o reitor Ruy Garcia Marques declara que na persistência daquelas condições a universidade poderia fechar (!).

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Logo em seguida, a mídia impressa e televisiva inicia a caça ao que tenta-se chamar de moribunda Uerj, pois a possibilidade do fechamento definitivo da Uerj no imaginário popular torna-se algo palpável. Para sair desse sensacionalismo imposto e alimentado palas principais mídias brasileiras é necessário ter em mente que uma universidade com dimensões quase incalculáveis numa área nobre, bem ao lado do Maracanã, além de diversos campus espalhados por todo Estado, desde São Gonçalo a Teresópolis, e dona de um Hospital Universitário (Hupe) não simplesmente desaparecerá no ar como uma bolha de sabão.

O real risco é a privatização. Uerj e "sucateamento" se tornaram quase sinônimos, onde a "denúncia" por parte da mídia se tornou um mecanismo agravante da situação na Uerj, pois reduz o horizonte de alternativas. Em alguma medida, evidenciar o sucateamento pode torna a proposta de privatização deste bem público como a única alternativa. Afinal, entre a Uerj fechada ou privatizada, a segunda opção será a melhor escolha.

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Parece que a possibilidade de fechamento da Uerj deve ser extinta de todas as formas neste disputa de narrativas e do imaginário popular. Por meio disto, pôr em holofotes as discrepâncias das ações governamentais e não mais uma crítica morna juntamente com a melancolia. Por mais que a situação pareça ser difícil na Uerj é essencial ter em mente que ela continuará existindo, de uma forma ou de outra, e é o papel de cada brasileiro agir para que ela continue sua existência da forma mais inclusiva possível. #UERJResiste #RobsonLinsEscreve