Analisando os acontecimentos e posts nas redes sociais, como, por exemplo, o caso de um policial que ao ser tomado de assalto, reage, sacando a arma, atirando e matando os três assaltantes, suas famílias, obviamente ficaram abaladas com as perdas. Mas ao ponto de um dos parentes de um dos assaltantes dizer que se o policial não tivesse reagido, seria somente uma família sofrendo hoje, e não três. dando a entender que o policial agiu #errado em querer defender a própria vida e que os “garotos” e suas famílias não poderiam passar por esse sofrimento. E o sofrimento que os três já devem ter causado a dezenas de outras famílias, uma vez que eles estavam comendo assalto à mão armada?

E na ocasião em que um tatuador, revoltado, obviamente com a impunidade dos bandidos, tatua a testa de um acusado de roubo.

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Nas redes sociais, um monte de gente comentando o caso e até fazendo piadas. O assunto divide opiniões, de um lado o povo achando bem feito para o adolescente, de outro, os quem acha um absurdo. O tatuador e o amigo que gravou a cena, inclusive, foram presos por tortura.

Me recordo do caso da Eloá Pimentel, que foi mantida em cativeiro com uma amiga, pelo ex-namorado. Os policiais que foram chamados para atender a ocorrência estavam muito cautelosos, aparentemente com receio de machucar o jovem rapaz. Ele acabou atirando nas duas e matando a ex-namorada.

É curioso como em nossa sociedade o errado parece mais bem amparado do que os que tentam fazer a coisa certa. Os presidiários, por exemplo, podem ser indenizados por maus-tratos dentro dos presídios, mas o cidadão não é indenizado por maus atendimentos em hospitais, escolas ou quaisquer outras instituições públicas.

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Não sou a favor do porte de arma, mas o policial não poderia ficar esperando que atirassem nele. Não sou a favor do tatuador, embora entenda o lado dele. Ele perdeu a razão por querer fazer justiça com as próprias mãos, mas quem não se sente impotente diante da impunidade e das injustiças nesse país?

O que esperar de um país onde se legaliza o abuso de autoridade e se anistia o caixa 2? Aonde se arquiva processos quando estes podem atrapalhar os “interesses” de um ou de outro? Um país onde é bonito se ganhar auxilio paletó, mas é “coisa de vagabundo” esperar “assistencialismo” do governo.

Governo este que gasta R$ 2 bilhões por ano com parlamentar, e a população não para de lamentar a pobreza, miséria, maus tratos, doenças, ignorâncias. Governo este que quer ‘’cortar despesas’’ com a Previdência, com a aposentadoria do trabalhador, mas os parlamentares se aposentam com oito anos de exercício; que não “corta despesas” com viagens de “parlamentares”, com carros, com jantares milionários.

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Ignorância, sim, quando se fura fila, se vende senha para atendimento em hospital público, quando se faz carteirinha de estudante sem estar matriculado, quando se faz “gato” na energia e na internet, quando se deixa de pagar pensão, ou não a paga o valor devido (porque nem todos os ganhos estão no contracheque).

O que se esperar de um povo que é conhecido com o “jeitinho brasileiro” de se fazer as coisas? Fazer as coisas erradas, fazer as coisas escusas. E todos pagam por esse “jeitinho brasileiro”. #jeitinhobrasileiro #Corrupção