Até a chegada de #Milton Mendes, Nenê era o grande craque do #Vasco. Não só o principal jogador, mas com status de intocável, ninguém conseguia ver o time titular sem o camisa 10, mesmo que o rendimento dele viesse caindo nos últimos momentos.

O torcedor concordava que ele não era o mesmo dos anos anteriores, mas argumentava para todo mundo ouvir: ''sem ele vai ser pior''. Só um treinador peitudo para tirar Nenê da equipe principal, com toda essa adoração do cruzmaltino pelo apoiador.

Depois da derrota na estreia do Campeonato Brasileiro, por 4 a 0, diante do Palmeiras, Milton mostrou ser esse cara. Sentiu que o time necessitava de uma chacoalhada urgente e sacou o meia do time, alegando que ele estava bem abaixo do que podia render.

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Num primeiro momento, os vascaínos não entenderam, mas acabaram aceitando e comprando o barulho do treinador, com a ressalva de pedir a entrada de Nenê todo jogo, que ele começou no banco de reservas. Por sinal, todas as vezes que veio para o campo no decorrer dos jogos conseguiu mudar por completo o andamento das partidas.

Foi assim na virada diante do Fluminense, na qual marcou o gol da vitória. No confronto contra o Corinthians, que botou o Vasco de novo no duelo, e no último triunfo contra o Sport, por 2 a 1.

Mas se entrou bem durante as partidas, mudou positivamente a favor do Vasco, será que ele merecia mesmo ir para o banco de reservas? Sim, merecia e foi fundamental para a retomada dele dentro do Cruzmaltino. Por toda qualidade que tem, e sabe que tem, achava em muitos momentos que podia resolver o jogo sozinho para o Vasco.

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Não por egoísmo, mas por uma vontade grande de querer ajudar a equipe nos momentos difíceis, colocava a bola ''debaixo de braço'' e tentava decidir as coisas sozinho para o time. Nem mesmo ele pensava nessa chance de ir para a reserva, mas aconteceu, e com isso percebeu que não é intocável dentro do time.

Sentiu que precisava procurar o futebol mais coletivo, além de prender menos a bola e soltar ela mais rápido para voltar a ser titular. Muitas vezes, ele segurava a bola num contra-ataque, e o Vasco atacava de forma lenta, facilitando as coisas para o adversário.

Milton o preparou para ser titular novamente

Tudo isso foi pensado pelo treinador Milton Mendes, que sempre enalteceu Nenê e confiou no seu jogador. Em diversas entrevistas disse que era um craque, mas, segundo ele, craques também passam por momentos difíceis.

Dessa forma, optou por colocar o Nenê no banco, e não foi barrar como acontece sempre no futebol, na qual o técnico troca peças pensando apenas numa melhora imediata do time, tinha muito mais coisa em jogo.

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Milton não sacou o seu camisa 10 para ser um reserva de luxo, ele queria prepará-lo para voltar ao grupo titular.

Para isso, precisava fazer a equipe se desenvolver sem a presença dele e entender que dá para jogar bem sem ter o seu craque em campo. Ou seja, tirar esse peso que os próprios jogadores davam para ele, de resolver todos os problemas da equipe.

Agora, Nenê volta ao time titular diante da Chapecoense, como uma peça a mais nessa engrenagem, que começa a funcionar e dar frutos. Ele não é mais o cara que precisa acabar com todos os jogos, vai ser mais um jogador importante entre os 11 que irão a campo.

Se continuar como entrou nas últimas partidas, envolvente, tocando rápido a bola, driblando quando tem que driblar e definindo quando tem que definir, dificilmente sairá de novo do time. #Nenê