Domingo na praia de Copacabana teve um showmício com vários atores globais e artistas da MPB em favor do "#Lula Já", quer dizer, das "Diretas Já'".

O "Fora Dilma" não envolveu espetacularização, mas, quando o golpe é petista, aí tem de por Caetano Veloso e Milton Nascimento grátis para atrair pessoas não-petistas e petistas.

Conclusão: este foi o primeiro show de MPB cujo ingresso era a sua dignidade.

Mas, mesmo assim, o evento foi um fracasso e não atraiu mais do que um quarteirão de blusas vermelhas. Também pudera, quando era impeachment da Dilma o dólar caia, agora com o impeachment do Temer, o dólar sobe. Por que será?

Wagner moura, Gregorio Duvivier, Fábio Assunção, que parece até que voltou a antigos vícios, e outros atores até gravaram videos tentando convidar qualquer pessoa para lá, como se fosse um movimento livre de partido.

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E Gregorio tentou ironizar as críticas ao movimento em um artigo na Folha de São Paulo. Ele ainda diz que não houve crime de responsabilidade no governo Dilma, mas assume que a "Diretas Já" é só uma estratégia para por o Lula lá. Mas se justificou afirmando que se isso acontecer vai ser a vontade do povo, e que por tanto não seria golpe, mas democracia.

Bom, aí eu discordo, Greg. Porque uma coisa é você votar em uma situação em que todos os partidos tem tempo de se articular, preparar campanhas e mostrar propostas para o eleitor. Outra cousa bem diferente é forçar o eleitor a escolher às pressas, de última hora, no desespero. Nessa situação de calamidade, o povo escolhe sem pensar e é capaz de eleger pérolas extremistas como Lula ou Bolsonaro.

Duvivier parece aquele vendedor que não quer dar tempo para seu cliente pensar.

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Como se nos dissesse: "Olha, essa oferta do Lula só vale por agora, que tá uma confusão, se você não votar nele agora, depois em 2018 quando a economia melhorar com as exatas medidas que a esquerda critica, (o PIB já cresceu 1% no primeiro trimestre. por exemplo) e possivelmente com o Lula já preso por corrupção, então aí você não conseguirá votar mais nele, hein."

A Eleição indireta com um mandato perto do fim existe na Constituição por um motivo óbvio e não é à toa: sem tempo para articular campanhas, não há democracia, só há escolhas mal feitas, pois não seria uma competição justa. O povo não teria tempo de conhecer os outros candidatos, e certamente quem já fosse o mais conhecido teria mais chances.

Mas, isso parece sutil demais para Greg entender, que ainda conclui. "Não dá pra comprar uma nação inteira. O que seria o Bolsa Família senão um mega esquema de compra de voto?" Agora concordo com você, Duvivier.

E por fim, seguimos direitinho a constituição no impeachment da Dilma, mas rasgar a constituição e fazer Diretas já é democrático? Eu não sei, mas como diria o renomado o ator norte-americano Kevin Spacey: "A opinião política de um ator não importa m**** alguma". #Diretas Já