O titulo deste artigo diz respeito àquelas pessoas que encontramos com muita facilidade em nosso dia a dia. Eles estão praticamente em todos os lugares: em nossa família, na escola, no trabalho,enfim, em qualquer canto.

O fiscal da língua portuguesa é aquela pessoa que está sempre atenta aos pequenos deslizes que qualquer um, independentemente do nível de escolaridade, comete no momento da fala.

É interessante notar que apesar de ser o primeiro a comentar de forma negativa os erros cometidos por falantes da #Língua Portuguesa, ele próprio não se dá conta que comete os mesmos erros que tanto abomina. Afinal de contas quem é que nunca derrapou uma vez ou outra na concordância nominal, por exemplo.

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Erros de concordância, pleonasmos, (entre outros erros), são imediatamente corrigidos pelo fiscal. Não raro com certo ar de deboche para com o seu interlocutor. Também são alvos de sua fúria corretiva, os jornalistas ou figuras públicas em geral, por assim dizer, qualquer pessoa que esteja dando uma declaração ao vivo ou não seja, no rádio, TV ou qualquer outro meio de comunicação.

O particípio dos verbos é um tema que gera muitas dúvidas na imensa maioria dos falantes da língua portuguesa no Brasil. Mas o fiscal da língua não tem dúvidas, ele só tem certezas, ao ouvir algo do tipo: “Fulano foi elegido com a maioria esmagadora dos votos”. Embora as duas formas do particípio neste caso: “eleito” e “elegido” estejam corretas, um verdadeiro fiscal da língua irá prontamente apontar o dedo para quem teve a audácia de cometer tal ato contra A última flor do Lácio.

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Em nenhum momento passará por sua cabeça a dúvida se o termo usado em questão está correto ou não.

Para não corrermos o risco de sermos injustos com estes implacáveis seres, é necessário dizer que é raro encontrar quem em um momento ou outro da vida não tenha agido como um fiscal da língua portuguesa. Um exemplo notório disto é o caso famoso do ex-treinador da #Seleção Brasileira. Dunga, em 2006, deu uma declaração sobre sua vestimenta, e disse se tratar de um “sugerimento” de sua filha, e logo foi duramente criticado por isso e virou motivo de escárnio por boa parte da população brasileira, incluindo aí, diga-se de passagem, boa parte da mídia, que teoricamente teria a obrigação de esclarecer que aquele termo apesar de não constar dos dicionários, poderia ser tranquilamente aceito, por se tratar de um processo chamado de derivação. Neste caso, uma rápida pesquisa na internet em sites, blogs de professores de português poderia ter resolvido o problema.

Bom, desta vez Dunga era inocente. E você é um fiscal da língua? #erros gramaticais