Em vídeo, o ator Miguel Falabella fala sobre a importância de fazermos autocríticas construtivas. Todavia, muitas vezes, de forma automática, fazemos críticas demais conosco e tudo que nos ocorre, em eventos ou com pessoas. Nesse sentido, estamos praticando a #autocrítica do mal, que em nada nos eleva ou enobrece, pelo contrário, ela nos estanca, imobiliza e nos coloca no lugar de vítimas, quando devemos ser responsáveis e conscientes para termos boas relações e uma vida em fluxo.

O mundo a nossa volta, segundo parâmetros da espiritualidade e filosofias transcendentais, é um reflexo do que está dentro de nós. Muitas vezes condenamos o mundo, São Pedro, Santo Antônio, o trânsito, o governo e os outros pelas nossas frustrações e fracassos, ignorando que, intimamente, também há um inimigo silencioso, mas muito assíduo na prática de nos criticar, autossabotar e nos deixar para baixo.

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Quem é ele? Ora, nosso maior inimigo está bem ali. É o cara do espelho!

Quando você perde, ou nem tenta algo novo, seja um projeto, uma viagem, um relacionamento é porque você não se julga bom o bastante e isso te paralisa, engessa e limita. Isso sinaliza como está baixa a sua autoestima. Isso pode ter influências domésticas, primeiramente, com os familiares nos criticando.

Mais tarde, vamos validando isso, por exemplo, na escola, no envolvimento com os colegas e o relacionamento entre professor e aluno, o que pode atrapalhar nossa aprendizagem, intimidar nossas formas de expressão, silenciar nossas opiniões. Fazemos comparações, críticas, julgamentos e fortalecemos isso em nós porque ouvimos tudo isso dos outros também, e tomamos como verdade. Assim, nos criticamos sem perceber a nocividade disso para nossa vida como um todo.

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O autocrítico, além de criticar a si, tem o vício que criticar os outros, seja o erro de escrita de alguém, a grama do vizinho menos ou mais verde, a celulite da famosa na praia, a cantora que esquece o Hino Nacional, o político que cola na hora do discurso, o fulano que engordou ou emagreceu, o beltrano que tem piercing na língua, a modelo que tem a bunda pequena... e a lista é infinita.

Consigo mesmo, o autocrítico é ainda mais cruel, ele se justifica, se explica ou se condena o tempo todo para os outros. É um ciclo vicioso que tende a ratificar suas crenças e padrões sobre si mesmo, controlando assim suas possibilidades de crescimento e expansão em áreas como relacionamento, carreira, família e sucesso.

A autocrítica é impiedosa e não pode ser ignorada. Ela deve ser ressignificada para termos uma vida saudável. Se a borboleta se autocriticasse, enquanto larva, jamais teria impulso para sua completa metamorfose. Portanto, seja mais legal com você. Seja seu melhor amigo. Cultive uma relação de silêncio e apreciação consigo mesmo.

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Agradeça todas as certezas e incertezas da vida, elas estão lhe guiando para uma transformação, uma transmutação do eu-autocrítico, para um eu-consciente, pois, como dizia Paulo Leminski, "isto de querer ser exatamente o que a gente é ainda vai nos levar além”.

Então, seja você, aceite isso e todos, e tudo o mais que a vida bela apresenta, pois todos temos a possibilidade de escrever vários livros da nossa própria história. Escreva agora mesmo uma página bonita sobre suas conquistas, liste seus sonhos. Elogie mais, a si e aos outros, aprecie a natureza e o mundo. #autoestima #Vida Saudavel