Nathaniel Hawthorne escreveu em 1850 o romance “The Scarlet Letter” (‘’A Letra Escarlate’’, em português). A história narrava a vida de Hester Prynne, entre os anos de 1642 até 1649, que vivia em uma pequena comunidade de Boston, nos Estados Unidos, comandada pela igreja.

Hawthorne foi um escritor americano considerado o primeiro grande ícone da literatura do país. Vindo de uma família puritana, Hawthorne era bisneto de um dos juízes no famoso caso do julgamento das feiticeiras de Salem, julgamento este que ocorreu em Salem, Massachusetts em 1692.

Este fato foi a inspiração do escritor Arthur Miller para a sua peça teatral “The Crucible”, (‘’As Bruxas de Salem’’, em português) que apesar de ser uma obra de ficção, mencionava vários personagens que realmente existiram.

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Nesta obra escrita em 1953, Miller faz um paralelo com o cenário de #intolerância vivido na América na década de 1950 com o julgamento ocorrido no final do século 16.

A protagonista de ‘’A Letra Escarlate’’ é uma mulher adúltera que, tendo seu “crime” descoberto pela sociedade puritana da época, é condenada a viver eternamente com um símbolo bordado em suas roupas, a letra “A”, que simbolizava o adultério cometido por ela.

Tanto em ‘’A Letra Escarlate’’, de Nathaniel Hawtorne quanto na obra de peça de Arthur Miller, temos uma análise do comportamento intransigente e preconceituoso e por vezes hipócrita da sociedade. Em que um grupo de pessoas tomam para si as funções de juiz, júri e executor, muitas das vezes de maneira muito mais pesada que o próprio delito cometido.

Como dito anteriormente, Arthur Miller escreveu a peça “As Bruxas de Salem”, em 1953, para fazer uma crítica ao momento em que a América atravessava com a “caça às bruxas”, que era um período de caça à “ameaça comunista”, neura vivida pela América de então que foi liderada pelo senador norte-americano Joseph McCarthy.

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Este período durou entre os anos de 1950 até 1957 e recebeu o nome de Macarthismo (do inglês McCarthyism).

Passados 60 anos destes episódios lamentáveis vividos nos Estados Unidos, e mais de um século da obra de Nathaniel Hawthorne, é com muita alegria que podemos dizer que vivemos em uma época em que não há censura, em que as opiniões diferentes das nossas são respeitadas, que não há personalidades públicas, como políticos, por exemplo, que apoiam qualquer tipo de tortura e volta a períodos ditatoriais.

Também é possível ver nos tempos modernos (ou pós-modernos) que existe toda uma geração sendo formada que está aproveitando de maneira sábia toda essa gama de possibilidades abertas pela internet, em que podemos filtrar as informações e ficar com o que há de melhor do conhecimento humano.

Talvez o mais importante disto tudo seja que vivemos em uma sociedade em que não agimos como detentores do direito de punir de maneira cruel aqueles que por ventura venham a ser pegos cometendo crimes, ou seja, podemos dizer com orgulho que a barbárie e as atrocidades ficaram para trás. #paz #Tatuagem