No livro ‘’O 18 Brumário de Napoleão’’, o autor K. Marx, assinala que "a revolução acabou, viva a #Revolução", ao que parece que quer reforçar que a revolução nunca acabará.

A linha filosófica que segue está mais ou menos alinhada no fato de que quando o regime monárquico na França foi deposto, foi trocado por outro, com outro nome, porem igual, com as mesmas vontades e propósitos do anterior. Como assim dizer, saem o rei, vice-rei e os condes, entram o presidente o vice-presidente e os deputados, de forma que a estrutura politica e de governabilidade permaneceram as mesmas.

Assim de volta a K. Marx, não mais como tragédia, mas como farsa, o governo do presidente Michel Temer vai trafegando nos mesmos trilhos do anterior, com promessas não cumpridas e o colapso econômico batendo às portas do Brasil.

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Aquela prática político-partidária já mumificada vai sendo reprisada num ciclo sem fim e desastroso.

Certa vez em Minas Gerais um velho politico, experiente e matreiro, lançou esta sentença: "Em política, vale tudo, menos perder". A frase propõe o uso da prática partidária no Brasil, que parece que secou o poço, mas os políticos não abrem mão da velha campanha financiada pelo capital e das antigas práticas correligionárias legais ou não, só não aceitam perder em nenhuma hipótese.

Vemos a direita ainda ficar pressionando no discurso neoliberal, com Bolsonaros e Aécios e tais, a esquerda responde com um Lula já desgastado que passou do ponto. Eles querem continuar insistindo no mesmo modelo na mesma fórmula e que se mostra, se apresenta, falida morta e enterrada.

Se faz premente uma nova proposta, uma busca, no intuito de interromper esse ciclo democrático representativo da exploração e do enriquecimento ilegal, a busca de um controle financeiro justo de fácil vigilância, abandonar a pratica partidária, apostar na descentralização, no investimento cidadão, no município como arma para extirpar nossas mazelas.

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Antes de convocar novas eleições em 2018 devemos buscar o diálogo com a sociedade em suas instituições e segmentos, a fim de não repetir a mesma esparrela que está nos conduzindo ao abismo, haja vista que estamos sem um Congresso representativo, sem presidente representativo e com um Judiciário refém da ilegalidade e da corrupção.

É dito que na escrita mandarim o caractere que representa a crise é o mesmo para a oportunidade, o beco sem saída pode se transformar em avenida. #Democracia