Esse texto é para você, caro (a) leitor (a), que se sente um peixe fora d’água, um indivíduo que vive fora de sua época, que não se encaixa nos costumes e padrões seguidos pelas pessoas do seu convívio social, que acha que existe algo de errado com você, seja por não gostar das músicas que a maioria das pessoas aprecia, por não se identificar com o estilo de roupas utilizadas ou pela maneira como expressam seus sentimentos.

Se você se identificou com essas características, saiba que não há nada de errado em se sentir assim e você não está sozinho (a).

Uma história para refletir

Era uma vez uma menina que desde muito pequena adorava escutar música clássica.

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Aos 10 anos, tocou em sua flauta a Nona Sinfonia de Beethoven, sem nenhuma técnica, mas exatamente do jeito que ouvia. Além desse estilo de música, ela também gostava de Música Popular Brasileira (MPB), músicas nacionais e internacionais dos anos 1960, 1970, 1980 e 1990. Essa menina sempre foi criticada por seus gostos e chamada de “careta” pelas outras pessoas.

Essa menina também cresceu assistindo aos filmes de princesas e acreditando em príncipes encantados, em homens que recitam poesias para suas amadas, levam flores e beijam suas mãos como se fossem uma joia preciosa e delicada. Infelizmente, quando essa menina cresceu, sofreu ao descobrir que a sociedade não pensava mais assim, que toda a beleza da conquista e o respeito à mulher fora deixado de lado e que, atualmente, era o sexo que predominava nas relações, e não o amor.

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Essa menina, que hoje é uma mulher, sofre muito, pois o mundo não é mais dos apaixonados e, sim, dos racionais, em que estar amando e demonstrar constantemente afeições são características de uma pessoa melosa e infantil.

Essa menina passou sua vida sendo muito estudiosa e sempre fazia as lições de casa. Ela tirava notas altas, recebia prêmios de boa aluna, mas era considerada “nerd” e vista como “puxa saco” dos professores.

Essa menina, quando cresceu, nunca gostou de ir a baladas ou a festas e preferia ficar em casa assistindo a um bom filme ou, então, passeando em parques e aproveitando o tempo com a família, mas por ter essa atitude, diziam que ela estava deixando de aproveitar a vida e era uma pessoa “sem graça” e, por isso, não tinha quase amigos.

Quando essa menina cresceu, ela tentou ser diferente do que sempre foi e buscou ser e fazer coisas que as outras pessoas achavam que seria melhor, mas eu me pergunto: melhor para quem? Para a sociedade, como forma de ser aceita ou para ela mesma? Essa moça perdeu sua própria identidade por um tempo, passou por uma depressão e desacreditou completamente na vida e na sua beleza, mas aos poucos foi percebendo que a vida é para ser vivida e dá forma como achamos que deve ser.

Portanto, se você vive em outra época ou pensa diferente dos outros, não tenha vergonha de ser quem é, pois tenha certeza, você é alguém muito especial! #Felicidade #autoestima #Opinião