Como muitos de nós sabemos, o feminismo é um movimento social e político que tem como objetivo conquistar o acesso a direitos iguais entre homens e mulheres. Esse grupo filosófico teve início no século XIX, como consequência dos ideais propostos pela Revolução Francesa, que tinha como lema a "Igualdade, Liberdade e Fraternidade". Porém, o movimento feminista só obteve popularidade a partir do século XX, com a influência significativa da escritora e filósofa Simone de Beauvoir. No Brasil, temos a Maria da Penha, um grande ícone na luta feminista brasileira.

Diferente do machismo, que é o comportamento que coloca o homem na superioridade em relação a #Mulher, o feminismo busca construir condições de igualdade entre os gêneros.

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Sabendo disso, percebemos que o feminismo e o machismo não são termos contrários um ao outro. Hoje em dia, não são apenas as mulheres que se denominam ou compartilham pensamentos feministas. Alguns homens, que se sentem incomodados com o "comportamento social do machismo", partilham da mesma visão de liberdade e direitos igualitários entre os sexos.

Livros fundamentais para entender o feminismo

Como o pensamento feminista vem tomando cada vez mais força com o passar do tempo, é importante sabermos os 7 melhores #Livros sobre o tema para que possamos nos educar, aprender um pouco mais sobre o assunto em questão e percebermos o quanto essa luta pode ser difícil.

1. O segundo sexo – Simone de Beauvoir

Uma obra clássica e básica para o entendimento do feminismo. É considerada por muitos um marco teórico importante na chamada segunda onda do feminismo, com início nos EUA e se expandindo para o mundo ocidental e além.

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O livro tem diversos conceitos e argumentações importantes para a luta da causa.

2. Reivindicação dos direitos da mulher – Mary Wollstonecraft

Considerado um dos documentos fundadores do feminismo, o livro denuncia a exclusão das mulheres do acesso a direitos básicos no século XVIII, especialmente o acesso à educação formal. Escrito em um período marcado pelas transformações que o capitalismo industrial traria para o mundo, o texto discute a condição da mulher na sociedade inglesa. O livro é uma referencia teórica para as precursoras do feminismo contemporâneo e uma leitura essencial para as discussões de gênero.

3. Um teto todo seu – Virginia Woolf

O livro é uma reflexão acerca das condições sociais da mulher e a sua influência na produção literária feminina. O texto é baseado em palestras proferidas pela própria autora em 1928.

4. A mística feminina – Betty Friedan

O resultado de anos de pesquisa da autora, que entrevistou varias mulheres entre 1940 e 1950. A ideia do livro foi desmontar o mito da dona de casa feliz pós guerra, que tinha se espalhado pelos meios de comunicação.

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Destaca também a educação recebida pelas mulheres na infância, onde as mesmas não eram estimuladas a serem independentes. Eram encorajadas apenas a desenvolver habilidades para se casar e viver em função dos filhos e do marido. Com o passar dos anos, a mulher se sentia frustrada e desenvolvia diversos distúrbios psicológicos que oscilavam da depressão ao consumismo. Um dos mais importantes livros do século XX.

5. A cor Púrpura – Alice Walker

O livro narra a dramática trajetória de uma mulher negra na racista América do início do século XX. O texto também serviu de inspiração para a produção de um filme dirigido por Steven Spielberg, com o mesmo nome. A obra nos faz refletir sobre as relações de amor, ódio e poder, em uma sociedade ainda marcada pelas desigualdades de gêneros, etnias e classes sociais.

6. Universo desconstruído – Vários autores

A obra é uma coletânea de contos de ficção científica feminista. A ideia, segundo as organizadoras, é quebrar duas marcas extremamente negativas: que mulheres não sabem escrever ficção científica e que feminismo é um movimento que quer destruir o gênero masculino. O objetivo principal é a quebra dos estereótipos negativos que recaem sobre mulheres, gays, lésbicas, negros e homens.

7. Sobrevivi, posso contar – Maria da Penha

É o registro da vida da autora, que sofreu uma dolorosa, cruel e covarde violência. Maria da Penha oferece a obra como uma forma de contribuir com transformações, pelos direitos das mulheres a uma vida sem violência. História que muito tempo depois a tornou protagonista de um caso de litígio internacional emblemático para o acesso à Justiça e para a luta contra a impunidade em relação à violência doméstica e familiar contra as mulheres no Brasil. Ícone dessa causa, sua vida está hoje também simbolicamente subscrita e marcada sob a lei nº 11.340 ou lei Maria da Penha. Penha compartilha sua história de vida – tão particular e ao mesmo tempo tão comum à de tantas mulheres que levam no corpo e na alma as marcas visíveis e invisíveis da violência.

Essas são apenas algumas obras dentre várias disponíveis. Sabemos que a luta feminina continua na vida moderna. No Brasil, ainda existem varias mulheres sem voz. Mulheres que sofrem caladas, com marcas dolorosas e profundas. Sabemos também que a luta feminista continuará até a chegada ao seu propósito. O mundo moderno está cada vez mais consciente, e esperamos que a igualdade prevaleça em todos os sentidos. Somos todos humanos, somos todos iguais. #Homensemulheres