Não demorou para que a esquerda conseguisse demonstrar que o lema "Socialismo e Liberdade" não passa do mais absurdo devaneio. Em tempos onde há uma escalada de mortes durante protestos realizados na Venezuela, seria importante um posicionamento coerente por parte das lideranças partidárias em um país com a relevância política do Brasil. Mas qual a razão para ser coerente nos dias atuais onde tudo é relativizado?

Pois bem, o PT e o PCdoB "relativizaram" o conceito de democracia e de vários outros institutos ao assinarem a resolução final do 23º Encontro do Foro de São Paulo, que até pouco tempo era tido como um encontro secreto que só existia nas mentes mais doentias e conspiratórias.

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Nas palavras usadas no documento, PT e PCdoB exaltam o que seria o "triunfo das forças revolucionárias na Venezuela" e dizem que ‘’a revolução bolivariana é alvo de ataque do imperialismo e de seus lacaios’’, mais uma vez utilizando-se da decrépita tática do ‘’inimigo externo’’.

A verdade é que o governo Maduro já não consegue gerir uma economia que acumula mais de 300% de inflação, contudo sabe que a "aristocracia" que ele criou em terras Venezuelanas e que garante a sua sustentação no poder também já não está tão feliz com os péssimos índices do país. Maduro encontra-se de frente para o problema que todos os seus antecessores tiveram que enfrentar: o fracasso do modelo socialista tanto no âmbito social quanto econômico.

Esse é o tipo de fracasso que, de tão estampado, só se supera através da força bruta e, não à toa, se tem a resposta armada para os protestos que ocorrem em Caracas com um número expressivo de mortes violentas.

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PT e PCdoB, como sabem que a utopia implantada na Venezuela "não cola" muito bem em terras tupiniquins, alimentam o seu séquito com discursos mais palatáveis, do tipo: "não se preocupem companheiros, isso não é culpa de Maduro ou do modelo socialista, mas sim do imperialismo americanista, fascista, trumpista". Enfim, todos os "-istas", menos comunista. Perdem assim a oportunidade de mostrar um mínimo de decência ao admitir, pelo menos, que o que ocorre na Venezuela "não é socialismo", como muitos "intelectuais" da esquerda atual tentam fazer.

O mais estranho de tudo isso é que nomes como o de Luiz Inácio Lula da Silva, Ciro Gomes e Marina Silva continuam circulando pela opinião popular como presidenciáveis ideais para o Brasil.

Não se trata de uma terra distante de todos nós, pelo contrário, a Venezuela é tão perto que sofremos atualmente com a imigração de uma grande quantidade de venezuelanos em virtude da situação do país. Por que, então, o socialismo continua crescendo? Por que ainda se fala em socialismo, mesmo depois do Holodomor, como algo factível e que pode ser usado como "veículo para a liberdade"?

Essa são perguntas de difíceis respostas, mas tenho absoluta certeza que a hipocrisia com que age a liderança da esquerda em todos os lugares do #Mundo ainda é suficiente para cativar os corações mais incautos.

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Não sei se tenho mais medo dos hipócritas ou daqueles que assumem seu pensamento ultrapassado e sanguinário, mas de uma coisa eu estou certo: o mundo caminha para ver mais um fracasso do socialismo, mas, de forma impressionante, parece continuar "aberto à experiência" e disposto a tentar novamente. #VenezuelasemMaduro #CriseNaVenezuela