Quem, conheceu a #Internet nos seus tempos de internet discada - o famoso contar pulso - e que só acessava de madrugada, para pagar mais barato, sabe o que era a internet mais limpa. Não sou de forma nenhuma contra a evolução da internet e Deus me livre de dizer que o que temos hoje é pior do que o que existia nos anos 1990. Mas é impossível não dizer que a internet se tornou um "prostíbulo virtual da propaganda chata e abusiva".

Muitos dizem que a propaganda também está na televisão, rádio, cinema e até, pouco tempo atrás, antes da Lei da Cidade Limpa, por todos os espaços público e que a internet é só mais um meio em que ela está presente, mas isso é uma meia verdade.

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Na televisão, se pode ter uma pausa para trocar de canal e fugir da propaganda ou mesmo sair da sala e ir fazer o famoso "pausa do comercial". No rádio, troca-se de estação ou escuta apenas aqueles horários que só toca música sem intervalos comerciais.

Uma coisa que faz a propaganda na internet ser tão detestada é que ela é super invasiva. Como se já não existisse a propaganda em todos os lugares, na internet ela parece ser no modo nos limites.

Janelas saem do nada e o impedem de ver o conteúdo se não curtir ou compartilhar ou mesmo ver um vídeo. Não se tem direito de ver algo no YouTube sem ter que pelo menos ver segundos de algo que você não quer para ter acesso ao vídeo.

Não podemos esquecer também dos "amados spams" que lotam a caixa de e-mail, não importa o quanto você fuja deles.

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Eles são aquelas atendentes do telemarketing que ligam às 9h de um final de semana.

Entre as ferramentas infernais do #marketing digital não se pode se esquecer daquela que dá título a esse texto. Senhoras e senhores, o #clickbait.

Esse enviado das profundezas chamado clickbait, um termo criado para um conteúdo web que visa retornos de publicidade online baseando-se em conteúdo com manchetes sensacionalistas. Dê uma passada no YouTube, UOL, Catraca Livre e alguns sites de fofoca de celebridade que pelo menos um, isso sendo modesto, você irá encontrar.

O objetivo sagrado dos clickbait, sua razão de ser, a ferramenta de marketing mais chata, quase como spam, é atrair cliques e visitas para o conteúdo que vai te encorajar o reencaminhamento para as redes sociais.

Vai me dizer que você nunca compartilhou aquela reportagem super sensacionalista que nem chegou a ler direito para, pelo menos, cinco amigos, sendo modesto de novo, no Facebook, depois no Twitter, depois finalizou com vídeo resposta no YouTube.

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Os títulos clickbaits abusam da curiosidade, aquela que matou o gato, dando apenas a informação suficiente para deixa-lo curioso, mas não satisfaz a sua curiosidade sem clicar no link para o conteúdo. Algo do tipo: ‘’Vazam fotos pessoais da Beyoncé com Obama’’.

Então, depois que clicar vai perceber que o título era: “Vazam fotos pessoais de Beyoncé com Obama tiradas pela mulher do presidente em passeio em família no parque de diversões’’.

O excesso de clickbaits na rede foi tanto que em 2014 ele sofreu uma resposta da internet, sendo a sua utilização algo duramente criticada. A maldição dos clickbaits da internet começava a sofrer um revés.

O poderoso Facebook informou, em 2014, que pretendia criar medidas técnicas para reduzir o impacto do clickbait na rede social, utilizando, entre outras métricas, o tempo que leitor passava na página visitada para distinguir conteúdo clickbait dos demais.

Os internautas já estão cansados de cair nessa "isca" e em outras que visam apenas lucrar em cima deles. Talvez isso tenha tornado tão popular programas que bloqueiam propagandas, como o AdBlock.