A tecnologia avança a passos largos e cada vez mais questões que nunca havíamos pensado anteriormente surgem nas fronteiras do ético e moral.

Algumas empresas estão empenhadas em resolver um dos maiores problemas atuais da humanidade, relacionamentos. Não é de hoje que é conhecido que uma vida sexual ativa e saudável só produz benefícios tanto ao indivíduo quanto as pessoas que fazem parte do seu dia a dia.

Partindo desse ponto, sabemos que relacionamentos são uma de nossas maiores fontes de conflito e pode ser completamente estressante para um indivíduo se manter produtivo e ainda ter de lidar com as nuances comportamentais de um parceiro.

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Apenas sexo, sem se importar com comunicação, idade, altura, etnia ou fantasias sexuais tabus. Cada vez mais real, na construção de modelos humanoides incansáveis prontos para satisfazer os prazeres sexuais de seus parceiros a qualquer momento, essa é a solução proposta por algumas empresas ao redor do mundo.

O verdadeiro problema

Sem considerar o público fetichista que deve aproveitar a novidade com lágrimas de alegria nos olhos, tratar a questão social por esse ponto coloca o ser humano ainda mais na posição de descartável e nos tornam cada vez mais menos humanos, onde cada vez mais menos nos importamos, cada vez mais menos nos emocionamos, cada vez mais menos nós ajudamos, cada vez mais infelizes, cada vez mais consumimos para nos tornamos mais felizes.

Os #Robôs surgem para tentar remediar essa situação, procuram imitar o ser humano, se o relacionamento entre seres humanos fosse saudável a pergunta é, as pessoas ainda assim se envolveriam com robôs? A grande busca por esse tipo de tecnologia busca satisfazer um desejo reprimido, censurado e que não é satisfeito de outra forma.

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Hoje em dia, em nossa sociedade, temos uma procura incessante por maneiras de satisfazermos nossos desejos, é justamente essa busca para resolver problemas de forma rápida e superficial onde quase nunca ou poucas vezes realmente vamos a raiz dos problemas que nos colocam vulneráveis para esse tipo de abordagem. Algo que teremos de aprender a lidar muito antes do que poderíamos imaginar.

Robôs sexuais semelhantes a crianças

Em um mundo capitalista em que vivemos o dinheiro toma conta dos holofotes. Tudo o que vemos e que de alguma forma pareça ser uma novidade junto a um possível público disposto a consumir, é uma ideia que merece ser explorada e um mina de ouro pode ter sido descoberta.

Esse é o caso dessa complexa “inovação” que busca atender desejos sexuais tabus e condenados em nossa sociedade. A discussão de que pedofilia é um mal a humanidade provavelmente é desnecessária e óbvia a todos, o dano psicológico causado, sem contar a monstruosidade, salta aos olhos tamanha perplexidade capaz de ser cometida por um ser humano.

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Entretanto, pode ser uma conveniência inexplorada para os endinheirados. As implicações de uma abordagem da tecnologia de tal forma nos suscitam a reflexão, o problema não está no fato de ter um desejo sexual condenado por todos, mas sim em fazer mal a sociedade. Ao disponibilizarmos recursos dessa forma estamos reconhecendo um público não atendido da sociedade que está disposto a ter seus desejos realizados sem que dessa forma agrida os interesses sociais, será?

Não temos como afirmar os reais males de uma abordagem desse ponto de vista, muitas implicações filosóficas, éticas e morais. A grande maioria dos pedófilos mantêm seus desejos reprimidos e abrir a jaula de um leão adormecido não parece ser a melhor solução em mundo onde o real é mais valioso.

#Revolução