Enquanto escrevo, olho para o relógio. Você lê apressadamente. Precisamos cada vez mais de tempo, fazemos as coisas sem muita #reflexão e parece que estamos ficando para trás. Você já se sentiu assim? Como que um pesar pela inutilidade de não poder fazer tantas coisas quanto deveria? Pois bem, tento trazer uma breve reflexão sobre o tema #Ansiedade e estresse.

O pensar humano e sua inteligência o fizeram criar inúmeras facilidades para a busca daquilo que nos toca: o bem estar; a relação humana com a natureza e, sobretudo, com suas ideias. Isso nos proporcionou um mundo mecanizado, onde o ser humano se torna descartável, onde os valores são modificados rapidamente e onde a conexão se inicia.

Publicidade
Publicidade

Estamos fadados ao tempo e este se torna nosso senhor, servimos mais ao tempo do que a nós mesmos, chegamos a esse absurdo.

Com os ponteiros sempre à frente, nossa vida ganha (ou perde) outros rumos, modificamos nosso jeito de ser e de pensar, nos preocupamos a ponto de nos ansiarmos e estressarmos com esse movimento que não damos conta, nos fadigamos e entramos em colapso com nossa existência.

Somatizamos a ansiedade nossa de cada dia, não esperamos o tempo certo e ficamos doentes, novamente, fadados ao tempo, àquilo que criamos nas facilidades e que temos que dar conta. O ser criador das coisas se torna servo do próprio relógio que construiu.

A reflexão como ponto de partida

Algo que devemos procurar é bem simples, mas um tanto profundo: a reflexão de si. Não podemos ter medo de si, nossa humanidade requer cuidados.

Publicidade

São nos detalhes que moldamos coisas maiores. Por isso mesmo, pensar sobre si mesmo é a base para pensar o movimento do mundo, não digo pensar em vão e sim o pensar voltado à pergunta: Quem sou eu? Para que estou aqui? Sim, perguntas complexas com poder de mudanças que se deslocam do nosso interior ao exterior social em que vivemos.

Sabemos que a filosofia é a capacidade que temos de olhar as coisas mais vagarosamente, o que era banal se torna espantoso e assim nasce o conhecimento. Esse legado do pensamento humano nos dá uma regra básica para vivermos: Atenção em nossos hábitos, pois eles nos conduzem tanto a perfeição quanto a imperfeição.

Vemos isso na recuperação que temos nos dias de hoje com um estilo de vida mais saudável, onde o estresse pode ficar no esforço da academia ou na meditação, onde as ansiedades sobre a vida que não conseguimos ter ficam guardadas no sigilo de um psicólogo ou, em casos frequentes, ficam sedados por medicamentos.

Criamos um mundo sem muita reflexão e sim com a preocupação do bem estar absoluto, onde as marcas tomam espaço do ser humano e suas qualidades, onde o status e a busca pelo dinheiro acabou calando nossas potencialidades.

Publicidade

Mecanizamos o mundo e padronizamos nosso pensar e nossa conduta, estamos no cárcere do dilema ter ou não ter? Parafraseando Shakespeare com sua preocupação de ‘’Ser ou não ser?’’

A questão está lançada em um mundo apressado onde não temos o luxo de podermos dar tempo ao tempo e saber que nesse tempo assim como ganhamos também perdemos. Perdemos o essencial, o viver! O eu neste mundo!

Nisto decorre a família, a natureza, os dias que se passaram diante de mim enquanto eu estava ocupado com outros mundos. Organizar a si mesmo, buscando se ajudar com a reflexão aliada a terapias e ao modo de vida salutar, tanto na parte psíquica quanto física e até espiritual. Já que a crença é a base para darmos continuidade a vida!

Quando nos perdermos de nós mesmos, estejamos atentos aos princípios básicos da nossa humanidade, reflexão e inteligência. Agora nem tanto a favor do mundo e sim a favor de si. Reduza e reflita! #valordesi