Na segunda semana deste mês de julho foi realizada pelo DataPoder360 uma pesquisa de intenção de voto para as eleições de 2018. Em ascensão para segunda posição, apareceu quem é chamado por muitos de “mito” e/ou “Bolsomito”, o Deputado Jair Bolsonaro.

O referido deputado ficou muito conhecido por suas críticas à esquerda e por suas declarações polêmicas, descrito por seus seguidores como “um homem de opinião”.

Fico me perguntando se esse crescimento de popularidade, posto o resultado da pesquisa, foi devido a essas opiniões, pelo mesmo explanadas, entre elas o apologismo à tortura e ao nepotismo, a banalização do estupro, machismo e homofobia, além da defesa à ditadura militar, apontando que o erro dos governantes de tal período foi torturar ao invés de matar, pois as mortes teriam sido necessárias para o “bem maior”.

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As pessoas que se colocam e são colocadas como cidadãos de bem são as mesmas que têm tal intenção de voto. O que nos leva a pensar a relação do candidato com uma quantidade significativa da sociedade de bem, uma sociedade que se mostra altamente intolerante à opinião, à constituição e à diversidade de opinião. Uma classe média que não sabe o que é pobreza, não sabe o que é o país ter saído do mapa da fome, mas defende a meritocracia com unhas e dentes.

Claro que é afirmado que isso seria tudo por defesa da pátria, da família, e da reestruturação financeira do país. Contudo, sabemos que também foi por bem que os coronéis pediram o golpe de 64, e quando começaram a matar seus filhos, era tarde pra voltar atrás.

Será que quem apóia um candidato a favor da ditadura tem em mente que, se entra em vigência esse sistema, ele não teria esse direito de expressão? Será que entende que foram 20 anos de retrocesso e fortalecimento de estigmas?

Na verdade, cara sociedade, pode ser que não, que ninguém pare pra pensar nisso, que só queiram “dinheiro no bolso, saúde e sucesso”, acreditando em alternativas que já deram errado e cometendo os mesmo erros do passado, até que estejamos novamente em uma época que tenhamos que ir às ruas para sermos massacrados, torturados e mortos devido a uma “verdade absoluta”, lema da ditadura.

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"Mantemos a ordem com a verdade, pois ela é para nós como a fé é para os cristãos".

Diga-se se passagem, duas coisas perigosas são a fé e a verdade, e essa verdade que quem deterá, também deterá as armas na mão, só para o caso de alguém tentar contar outra versão. #acordabrasil #bolsanaro #64denovonão