A cada uma hora mais de 500 mulheres sofrem um tipo de agressão no Brasil.

Sem contar os casos de mulheres que, por medo, vergonha ou até mesmo por se acharem culpadas das violências se calam e sofrem quietas até a morte.

Pesquisas feitas pelo Instituto Datafolha, encomendadas pelo Fórum de Segurança Pública e realizadas em 2016, afirmam que 52% das vítimas não fazem nada após cada agressão; 13% buscaram auxílio de seus familiares; 12% saem desesperadas procurando ajuda, apoio e aconchego de amigos; e 11% das mulheres foram denunciar seus agressores covardes na delegacia da mulher.

Do total, 29% da população feminina passa por algum tipo de violência física (espancamento e abuso sexual) ou moral (assédios, humilhações e ameaças).

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Já 4% das mulheres (o equivalente a 1,9 milhões de mulheres) são ameaçadas por armas de fogo ou armas brancas por seus parceiros ou algum parente. Sem contar que 1.4 milhões de cidadãs brasileiras são espancadas e estrangulas diariamente e 257 mil mulheres chegam a ser baleadas. A média de mulheres assassinadas por essas razões chegam a 13 mortes por dia.

Vivemos em uma sociedade tão machista e opressora que muitos acham normal assediar mulheres nas ruas, em lugares públicos e de trabalho. Infelizmente, a maioria dos que presenciam essas atitudes inescrupulosas não ajudam as vítimas e se tornam cúmplices indiretos.

Muitas brasileiras sofrem esses ataques e se encontram em uma prisão imoral, desumana e antiética por não terem direitos e igualdades sobre o próprio corpo, de opinar, ir e vir, nos locais de trabalho e dentro e fora de casa.

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A Organização Mundial de Saúde (OMS) relata que, no mundo, um terço das mulheres sofrem violências domésticas (sexuais e físicas). O relato feito diz que as mulheres que sofrem de abusos dos seus parceiros e familiares trazem grandiosos problemas de saúde comuns que abrangem contusões, complicações na gravidez, ossos quebrados, depressões e outras doenças mentais. Muitos desses crimes são ‘’justificados’’ por serem questões de ordem cultural ou religiosa.

Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), sete em cada 10 mulheres já sofreram ou sofrerão algum tipo de agressão.

Vejamos os cinco países onde as mulheres sofrem mais agressões, segundo a ONU: 1° - El Salvador, 2º - Colômbia, 3º - Guatemala, 4º - Rússia, 5º - Brasil, 6º - México; 7º - Moldávia, 8º - Suriname, 9º - Letônia, 10º - Porto Rico.

O primeiro colocado tem um índice de assassinatos assustador: a cada grupo de 100 mil habitantes chega a 8,9 o índice de mulheres mortas. O Brasil fica em 5° lugar com a taxa de 4,8% de mulheres mortas a cada 100 mil habitantes.

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Existem apenas 397 municípios brasileiros com delegacias especializadas de atendimento à mulher. Ou seja, apenas 7% do total de 5.565 municípios do país tem ‘’postos’’ de atendimentos específicos para mais de 104,772 milhões de mulheres. O dado faz parte da pesquisa de Informações Básicas Municipais (MUNIC) e do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) feitos entre 2014 e 2015.

Em janeiro de 2017, a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher sancionou a lei nº5475/16, posto em pauta pela deputada Gorete Pereira (PR - CE). A nova lei obriga os estados brasileiros a averiguar seus municípios com mais de 60 mil habitantes e a criar unidades de delegacia da mulher. Os municípios que não acatarem corretamente a nova lei serão castigados com a anulação da verba repassada pelo governo para o Fundo Nacional de Segurança Pública. Os estados brasileiros terão ainda cinco anos para fazer as novas delegacias entrar em ação e amparar todas as mulheres sofredoras de violências.

O telefone para denunciar agressões físicas e morais contra a mulher é 180. #agressãocontraamulher #mulheresmortas