Nos dias atuais, é raro encontrar alguém que não sofra com a #Ansiedade, ou que pelo menos já sofreu um dia. Parece que tudo ao nosso redor favorece seu desenvolvimento. A percepção do tempo nunca esteve tão veloz e imprevisível. As incertezas de valores que pairam em nossas vidas fazem com que pensemos compulsivamente nas hipóteses e prevenções futuras.

Como já abordei de forma mais detalhada em um artigo sobre depressão, a passagem da modernidade para a pós-modernidade nos tirou o chão da solidez, de uma vida pronta e segura, para uma vida de inúmeras possibilidades e incertezas.

O que será do futuro? Qual caminho escolher? Que garantias tenho da vida? Essas são perguntas que constantemente fazemos a nós na sociedade contemporânea.

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As garantias de vida pronta que nossos avós tinham, como casar, ter filhos e os papéis de gêneros devidamente em seus lugares, hoje já não temos. A sociedade se recria dia após dia, valores novos surgem e valores velhos se quebram.

O que fazer?

É importante, antes de tudo, definirmos qual o ponto em que a ansiedade se torna um problema e, por conseguinte, deve ser tratada. Ansiosos, de um modo geral, todos somos, pois sem a ansiedade não nos desenvolveríamos ao longo da história humana. Entretanto, a ansiedade saudável tem um limite. Ela serve, a princípio, para nos preparar diante de um notável perigo ou criar novas possibilidades de ação e projetos futuros. Ela nos "prepara para o futuro".

Sem a ansiedade, o impulso criador humano seria nulo, o que impossibilitaria o desenvolvimento das sociedades ao longo dos milênios.

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Todavia, quando esses pensamentos hipotéticos tornam-se compulsivos, atrapalhando a vida do indivíduo, sem motivo aparente para tais comportamentos, a ansiedade se torna um problema e deverá ser tratada.

É importante verificar se a ansiedade está nos impedindo de realizar as coisas que fazíamos normalmente, e se realmente estiver, é hora de se cuidar. Identificar e ter a consciência de que somos extremamente ansiosos é o primeiro passo para um bom tratamento.

Medicação e Psicoterapia

Como já abordei neste artigo sobre a depressão, a ansiedade também envolve processos biológicos e químicos no cérebro e deve ser controlada, no início, por um tratamento medicamentoso. Uma pessoa extremamente ansiosa não conseguirá obter bons resultados na terapia tendo que lidar com processos químicos desarmônicos em seu cérebro. A medicação, neste caso, será a muleta inicial.

O que vai #controlar e voltar a ansiedade em seu estado normal é a psicoterapia. Todavia, é importante lembrar que o psicólogo é um auxiliador e guia que ajudará o paciente a encontrar as ferramentas necessárias para controlar a ansiedade nele mesmo.

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Identificar o que causou e causa tal ansiedade é ponto-chave para controlá-la. Psiquiatra e psicólogo devem andar juntos neste processo.

Exercícios físicos

Algo que é deixado em segundo plano por quem sofre de ansiedade são os exercícios físicos. Praticar algum esporte, ir à academia ou até mesmo caminhar pelo parque são práticas recomendadas para aliviar os sintomas. A ansiedade excessiva precisa ser drenada para que não acumule cada vez mais no organismo, transformando-se em algo psicossomático.

Fazer um cronograma pra tudo

Uma coisa em comum a todas as pessoas ansiosas é a dificuldade na organização do tempo. Fazer uma agenda das tarefas diárias, até as mais simples como tomar café ou se banhar, é importantíssimo para desenvolver autocontrole. Fazendo um cronograma do dia, da semana e do mês, ajuda a ter um autocontrole mais firme e seguro, aliviando consideravelmente a ansiedade.

Se deixar as coisas avulsas sem tempo determinado para realizá-las, tornará tudo mais complicado e a procrastinação será certeira.

Estes são alguns caminhos que podemos começar a trilhar para controlarmos a ansiedade em um tempo e em uma sociedade extremamente veloz, flexível e imprevisível. Quem não controla a própria vida nos dias atuais estará à mercê dessa doença angustiante chamada ansiedade. #Segurança