Quem nunca ouviu falar do desafio da Baleia Azul? Ao que parece, esse “jogo” foi um fenômeno surgido em uma rede social russa, ligado a um aumento de suicídios de adolescentes. Acredita-se que esse “jogo” esteja relacionado com mais de cem casos de suicídio pelo mundo, assim, havendo fotos de feridas auto infligidas, compartilhadas em redes sociais com a hashtag do nome do jogo. Mas, por que recebe o nome de #Baleia Azul? O termo se refere ao fenômeno das baleias encalhadas, supostamente suicidas. Essas baleias podem pesar 177 toneladas e medir 30 metros de comprimento e são consideradas os maiores animais do mundo.

Nessa terça-feira (18), foi preso pela polícia civil um homem que teria influenciado 40 adolescentes na prática criminosa do jogo da Baleia Azul. Matheus Silva, que tem 23 anos de idade, foi preso em Nova Iguaçu no Rio de Janeiro, durante a Operação Aquarius que é coordenada pela Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática.

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Ele teve decretada a prisão preventiva e foi considerado 'curador' do jogo no #Brasil.

O objetivo da operação é cumprir mais de 24 mandados de busca e apreensão também dos estados do Amazonas, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Rio Grande Do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Sergipe. São evolvidas 24 equipes de policiais em outras 20 cidades em todo o país, com três agentes por equipe que, ao todo, 72 policiais estão envolvidos.

Segundo a delegada assistente Fernanda Fernandes, o rapaz foi preso porque já tinham material suficiente para fazer o flagrante. Matheus confessou que era o curador e tinha influenciado 30 vítimas, mas a delegado disse que tem nos autos cerca de 40 vítimas. Ainda, essa operação apreendeu celulares e computadores com fotos de vítimas. No Rio de Janeiro, não houve nenhuma morte por conta do jogo.

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Ainda segundo a delegada, dez curadores – pessoas que dão as tarefas para as vítimas – estão sendo investigados. Esse número ainda não é maior, afirma a agente da lei, porque a polícia não teve colaboração das empresas que cuidam das redes sociais e tecnologia, como o caso do Facebook e o Google, mesmo com a determinação da justiça. Essa colaboração é importante para se ter os dados do cadastro dos suspeitos no envolvimento deste ato criminoso. Os curadores usavam perfis falsos dentro do Facebook.

O policial especialista em tecnologia, Márcio Santos, explicou que a prática teria surgido na Europa e tem como desafio cortes profundos que podem expor a veia da vítima. Segundo a delegada Fernanda, a motivação para permanecer no desafio criminoso era subjetiva, mas as vítimas entravam em depressão e sofriam pressões do curador caso o abandonassem, como ameaça de morte a ela ou a algum membro da família. As investigações detectaram uma criança de nove anos, prestes a se tornar vítima da prática.

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A delegada Daniela Terra, titular da DCRI, afirmou que muitas crianças chegavam à delegacia com muitos cortes e fez um alerta aos pais para que acompanhem a vida virtual das crianças nas redes sociais. De acordo com ela, a idade mínima para o cadastro no Facebook é de 13 anos de idade. A inscrição de alguém com idade inferior é #Crime, cuja responsabilidade é dos pais. Segundo as delegadas, a Secretaria da Educação do Rio de Janeiro foi oficiada para auxiliar na identificação de possíveis vítimas. Conforme as delegadas, ao longo das investigações, foram constatadas diversas mortes pelo Brasil.

As delegadas afirmaram que a operação teve início com uma análise prévia das redes sociais para saber se o desafio realmente existia e, com isso, evitar mortes. Elas disseram que, pelo fato de as vítimas não procurarem a delegacia especializada, foi necessário fazer rondas virtuais para apurar informações. Segundo as delegadas, a operação terá uma segunda e, talvez, terceira fases.